Uma das coisas que diverte em Literatura é encontrar, de pouquinho a pouquinho, em mim e em meus textos todas aquelas características que atribuo a Patativa ou Machado.
Se minha vida fosse um livro, eu seria uma crônica pós-modernista com jogos dicotômicos, toques de narração e pouquíssima descrição. Haveria citações a cada começo de capítulo e intertextos e intercontextos seriam a coisa mais comum do mundo, tipo indecisão com vestibular. Mas eu também seria uma novela antropocentrista com muita prosopopéia (olha aí a dicotomia!) e esbanjaria metáforas e catacreses. E de vez em quando o clímax pareceria ser de conto, de tamanho subjetivismo que Byron estaria é por fora, afinal, quem é que não preferiria olhar para um homem de bicicleta se aproximando achando que era um assalto só para descobrir um tiquinho mais tarde que ele só queria dar bom dia a se suicidar?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Coisa de mãe
- Ooolha, Jana, teu aniversário cai no dia 20 de abril!
- Puxa, mãe...! Ano passado caiu... no mesmo dia, hein! HIHI.
- Hum...?
- Puxa, mãe...! Ano passado caiu... no mesmo dia, hein! HIHI.
- Hum...?
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