quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Balanceamento de equações

Socorro! Todas as minhas últimas histórias envolvem algo que eu vi na TV. Marilyn Monroe, coitada, só queria amor na vida e apelou para as câmeras. É na Etiópia que fica o templo onde está a pedra dos dez mandamentos. Mas ninguém pode entrar lá. Na verdade, uma única pessoa pode. Só que ela não pode sair.
A brincadeira que está rolando na faculdade é esconde-esconde com o cadeado do meu armário, que eu acabo esquecendo destrancado. Ontem, só fui encontrar dentro do frigobar, arrodeado de camadas de gelo. Usei uma chave de fenda pra tirar. Hoje tinha um Jigsaw desenhado no quadro, e o cadeado estava dentro, e eu realmente disse DENTRO, do interfone. A dica dizia para eu usar minhas habilidades de engenheira.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Figuras do imaginário infantil

Lobismenina, Mula sem secura e CuruformigaMamãe que me assustava com essa história de comer biscoito na cama. Ela dizia que dava bicho e eu imaginava um milhão de formigas entrando por todos os poros do meu corpo enquanto eu dormia.
Não desenhava há um mês, não sinto nenhuma criatividade acumulada e tampouco achei o quadrinho bonito. Gosto mesmo é do desenho que fiz de vovó, para vovó.Vovó querida

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Manteiga derretida

Nem sou choronaAs Pontes de Madison me partiu o coração, Meryl Streep tão linda! A quantidade de lágrimas de Jane Eyre, da Charlotte Brontë, nunca vai se repetir. Pense nas estrelas. Nos planetas. No sistema solar. No tamanho do universo. Na escuridão de tudo isso. Deus, como nós somos mínimos! Que vertigem. Nunca me senti tão boa do que quando chorei pela tristeza de um amigo. Logo em seguida li no jornal que Saramago tinha morrido, o soluço aumentou. Uma menina feia e esquisita vai algum dia encontrar alguém que ame e a ame de volta? Certa vez fui expulsa de sala por dar um tapa num garoto (que tinha me dado um tapa) e me refugiei no banheiro. Depois descobriria que o menino de quem eu gostava me viu, e bem quis tatuar um saco preto na cara, para ninguém nunca mais me ver. Eu ainda não entendo como chorei tanto naquele ônibus, logo depois de me despedir da minha melhor amiga (para nunca mais vê-la). Choramos juntas também, aos abraços. Mas eu só tinha 12 anos. E nem é como se abrisse meu coração como abro hoje em dia com os friends, como poderia me sentir tão ligada a ela? Amizade é assim mesmo, né? Sentimento.