sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Le Pouce d'Or


Nesse mesmo fim de semana, mas um ano atrás, eu e meu amigo Rafael vivemos uma das nossas incriveis aventuras: viajamos 788 km pela França pedindo carona. O esquema toda fazia parte de um concurso, que nos não ganhamos no papel mas que foi uma grande vitoria para os dois. Um fim de semana de emoções e solidariedade, que aumentou nossa fé no mundo e engrandeceu a amizade.
No começo desse ano, a nossa professora de francês organizou um livro escrito pelos alunos estrangeiros. Cada um deveria escrever 10 paginas sobre um tema relacionado à França. Eu fiz um quadrinho de 10 paginas sobre o nosso concurso de carona, O Polegar de Ouro, que agora esta disponivel em português. Se vocês lerem, não vão se arrepender, mas é possivel que fiquem com vontade de viajar.
Além disso, também fizemos um video-propaganda chamado Brasileiros da Carona com as melhores cenas, esse ainda mais amador que os quadrinhos porque minha experiência com o Adobe Premiere era nula até então. Mas é um amador super amavel! As legendas tão em francês, e o audio em português. Um beijo!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tristeza imóvel

Ha alguns meses minha mãe comentou comigo o desejo de vender o apartamento, e a vontade de me esperar chegar para ajuda-la na busca de um novo. Eu achei o maximo, nosso prédio é antigo, os quartos são caldeiras do inferno e ja estamos torrando entre essas paredes ha 12 anos. Apesar disso, o apartamento é grande, tem uma varanda-floresta e a localização ideal para quem não sabe dirigir (oi).
Tão logo eu cheguei, penduramos a placa na arvore da calçada. VENDE-SE. Tão logo penduramos a placa, vendemos. Como ainda não compramos nenhum outro, estamos oficialmente no olho da rua. Felizmente, tem um viaduto bastante acolhedor aqui pertinho de casa.
O sentimento de estar sem lar não vem do simples fato de ter vendido o apartamento onde moro desde quando ainda brincava de Barbie. Também. Mas nos ultimos anos fui, repleta de êxtase, construindo e amando novos lares e abandonando cada um deles com o passar do tempo. Este, que deveria ser o meu eterno lar, o apoio do meu coração, deixou de existir justo quando eu mais precisava.
"Ah, Jana, também chorava todos os dias", Gabi tentou me ajudar, mas tem vez que so da pra esperar mesmo. Esperar passar. Mantive o ritmo piscina-yoga-estudo-desenho-leitura e, entre braçadas, aquarelas, Isabel Allende e hidrelétricas, a tristeza escorreu de mim...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

As desvantagens de ser invisível


Na festa também tinha outro garçom com whisky, mas esse passava tão longe da mesa que nem conseguiria ver meus acenos.
Tem uma tirinha da Malfada com um trocadilho interessante que eu tinha gostado muito quando li, mas que demorei para captar a verdadeira essência. A Mafalda (e o Quino) cometeram a mesma gafe que o meu garçom: na festa da vida, eles ignoraram as convidadas mulheres. Hoje eu não poderia ter mais aversão a essa tirinha, porque taí o elemento chave do sexismo: a cegueira.