quinta-feira, 5 de junho de 2008

Melancolia

Eu tenho me sentido extremamente pra baixo de uns tempos pra cá. E tinha ensaiado o maior monólogo para desabar de uma vez com meu psicológo, já que na verdade eu adoro ouvi-lo falar e falar, é tão confortável, e sempre adio as coisas que eu realmente preciso contar, deixa que meu despertador não toca e eu perco a sessão. Mais uma semana.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Segunda-feira não-tão-ruim

Ah, hoje foi divertido! Acordei não exatamente bem humorada, mas tirei um pouco de ânimo do baú e fui pro colégio.
Depois de agüentar as sempre anormalmente longas aulas de segunda-feira (pelo menos o professor de História faltou! E mesmo tendo adorado isso, bem, inúmeras melhoras para ele, coitado, que pegou dengue pela segunda vez!), comi um lanche e me preparei psicologicamente para mais três horas de puro terror intelectual: as específicas.
Aí comecei a ouvir o boato de que a professora mais histérica e exaltada (no bom sentido!) de História daria hoje a aula sobre Ditadura Militar. Quando planejava prestar Arquitetura, cheguei a ter aulas com ela, e foi realmente legal porque ela gritava e gritava e, hã... gritava. Pra valer. Isso porque só peguei o odiozinho dela por Getúlio Vargas, imagina então quando fosse falar de 1964 pra lá?! E o colégio tinha se preparado de tamanha forma pra isso que até separou o auditório e juntou as turmas dos dois horários! (Provavelmente para preservar a garganta dela.) E nunca tantas pessoas mataram aula ao mesmo tempo para assistir a bendita, e eu realmente fiquei com vontade de matar também, só que... eu não podia deixar meu professor de Matemática dar aula para zero pessoas, né...? Ele é infeliz, velho e corcunda, mas eu gosto dele!!! Então, voltei para a minha sala.
Lá encontrei: 60 cadeiras, 60 TDs, 4 pessoas, 1 professor. E eu.
Depois de 15 minutos, um dos caras saiu.
E foi realmente divertido!, porque eu me senti toda de volta à minha 2ª série, quando eu tinha apenas seis colegas e ainda tenho a vívida lembrança do dia em que eu faltei e, quando fui à escola no dia seguinte, descobri que não só eu, mas 71% da classe tinha faltado e só duas pessoas tinham assistido a aula. Nunca senti uma inveja tão saudável!
Já no carro, depois de contar tudo a mamãe, suspirei:
- Ai, pra mim a Ana Coelho dava ditadura toda semana, viu.
- Ah, mas e as outras pessoas, filha? Iam ficar sem aula...?
Quem raios leva uma frase dessas a sério e ainda tenta conscientizar a filha rumo ao altruísmo? Não é como se eu vivesse numa fábula e precisasse de uma moral para cada pôr-do-sol!

domingo, 1 de junho de 2008

Sobre o céu

Alguém mais tem notado essa recente tendência das nuvens a querer se passar por quadros renascentistas?