domingo, 6 de setembro de 2009

Espiada na minha estante

Livro de Infância: A Casinha da Ninoca, Crianças Como Você e Histórias Maravilhosas de Andersen, não que eu fosse a melhor leitora.

Personagem que queria ser: Trillian da série O Mochileiro das Galáxias, quer coisa melhor do que ir pruma festa só pra se distrair e acabar vivendo altas aventuras pelo universo porque conheceu o cara certo?

Primeiro livro enorme que lembra de ter lido: Harry Potter e o Cálice de Fogo, incrível como essa foi a resposta de todo mundo!

Filme que ficou melhor do que o livro: A História Sem Fim (90% da história na mesmice para no final o protagonista aprender que o importante é ser ele mesmo), As Pontes de Madison (pieguice ao extremo, só achei o epílogo decente) e Na Natureza Selvagem (jornalístico e sério demais, esperava toda uma ficção!).

Livro que te fez sonhar acordada: Diana Wynne Jones, não me peça pra escolher um só livro.

Livro que te fez chorar: Jane Eyre me fez chorar bem desesperadamente, mas eu choro realmente fácil!

Livro que te fez rir: Como Me Tornei Estúpido, mais por falta de opção. (Não que eu só leia livros lúgubres, mas não consegui pensar em nada!)

Livro que mudou a sua vida: Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, do Jonathan Safran Foer, meu livro favorito do meu escritor favorito! Eu descobri tão despretensiosamente e o livro é tão maravilhoso que fez me ter todo um novo patamar na literatura. É moderno, tem referências, tem tristeza, tem amor, tem mil e um personagens, tem comédia, tem ação, tem figuras! Tudo o que todo livro devia ter.

Livro que te causou dor: para não repetir o de cima, pensei em Ponte para Terabítia, mas o filme me marcou bem mais do que o livro. Então vou ficar com A História do Amor, da Nicole Krauss, esposa do meu escritor favorito, hihi.

Livro de cabeceira: não tem nenhum livro que eu goste de estar sempre relendo, me sinto mal pelos novos que deixo de lado!

Livro comercialzão: O Código da Vinci.

Querido escritor: Jonathan Safran Foer, ele é tão lindo e tão incrível e escreve coisas tão bonitas! (Fico até de ciuminho de dar o nome dele aqui de bandeja pra todos vocês, hihihi!) O único problema é ficar anos sem lançar livros. Honestamente, só o Woody Allen é um artista de verdade nesse mundo, não fica só ruminando e todo ano, faça chuva faça sol, tá de filme novo, porque fazer filme é pra ele uma necessidade tremenda que não dá nunca pra acabar.

Sente vergonha por não ter lido: O Mundo de Sofia! Tenho o exemplar (acabado) de mamãe e abandonei a leitura cem páginas depois de ter começado, cinco anos atrás.

Não suporta: eu diria Crepúsculo, mas a verdade é que, hm, eu já li os três primeiros livros da série. O que certamente não me impede de não suportar, tenham certeza!

Para os apaixonados: Orgulho e Preconceito, inevitável, né.

Livro sensual: A Insustentável Leveza do Ser, leiam todos, sim? Disparado a minha melhor leitura desse ano.

Para quando quiser ficar feliz: Tomates Verdes Fritos, ainda que a história seja um drama, os capítulos são tão bem-humorados que parece que você tá nadando num mar de rosas.

Para quando faltar esperança: O Morro dos Ventos Uivantes? Acho que faz a pessoa encarar a própria vida com olhos mais alegres, haha.

Livro que ganhou e nunca leu e nem vai ler: Quem Não Lê Não Vê, mas minha nossa!

Para quando for preciso paciência: Os Três Mosqueteiros, porque eles nunca estão felizes e livres da ação, sempre tem um vilão na mira – até o final, pelo menos.

Livro que comprou e nunca leu: eu venho tentando ler todos os livros que tenho aqui e ficar sem comprar novos até conseguir, ou então me livrar (vendendo e dando) dos que eu de fato não vou ler. Tem Eugênia Grandet, do Balzac, e Memórias de um Sargento de Milícias.

Biografia: Retalhos, os quadrinhos mais lindos desse mundo!

Para garotas: Luna Clara & Apolo Onze, meu livro recorde de presentes.

Difícil: José Saramago, não consigo me dar bem com o jeito que ele escreve, fico toda perdida! Nunca li Ensaio sobre a Cegueira, mas comecei Ensaio sobre a Lucidez e a coisa não engatou.

Para quem gosta de escrever: um livro em branco.

Leitura de teatro: só li um único livro de teatro na minha vida, pro vestibular do ano passado, mas aconselho a todos vocês a doce peça de três cabeças que ainda escreverei para o Natal desse ano!

Conto gostoso de ler: não costumo gostar de contos, mas a Clarice Lispector escreve uns lindos. (Os Desastres de Sofia, oun!)

Não conseguiu terminar: Quincas Borba. Comecei a ler em véspera de prova de Literatura, fui pra prova pulando montes de capítulos até a última frase e perguntando a todo mundo o que acontecia no final e nunca retomei de onde parei. Exceção!

Está na fila: Um Estranho no Ninho e É Claro que Você Sabe do que Está Falando.

Livro que daria de presente: Luna Clara & Apolo Onze é o que mais dou, estou até aqui com um exemplar esperando um presenteado (quem sabe não é você?), mas sempre depende da pessoa. A Garota das Laranjas também é uma delícia de presentear, assim como O Guia do Mochileiro das Galáxias.

Pérola encontrada nos sebos: A Morte do Almirante, um livro escrito por um clube de escritores de romance policial do qual a Agatha Christie participava! Cada capítulo foi feito por um autor diferente, e no final do livro tem uma solução diferente da morte para cada capítulo, que cada autor escreveu, sem saber das soluções dos outros. Genial!

O que está lendo agora: O Lobo da Estepe, que ganhei de meu pai quando o visitei nas férias.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Toc toc toc

Estava voltando calmamente para casa, dando passadas longas e suspirando.
Pensando no amor.
Uma mulher me aborda:
– Minha filha, minha filha! Você vai pegar essa rua aí à esquerda? Não, não!
– Vou não...
– Oh meu deus, então tudo bem, mas olha, tome cuidado! Acabei de passar ali e um cabra safado tentou agarrar duas garotas, oh meu deus, esse povo que só pensa em coisa ruim, e ele tava de moto! Fique de olho nas motos! Aí elas gritaram e saíram correndo, eu apertei o passo também, sabe-se lá, né. Corre aí!
– Brigada por avisar! Tchau!
É a realidade sempre fazendo questão de realçar que não necessariamente o amor se encaixa na vida.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quantos anos eu tenho mesmo?

Ontem saí de casa de unhas recém-cortadas, dei uma paradinha na rua para admirar minhas mãos, fiquei felicíssima e parti pra segunda-feira. É sempre um alívio cortar as unhas porque eu me machuco com unhas compridas.
Foi só ter pausa para a professora discursar que olhei pra minha mão e notei uma única unha excepcionalmente não-cortada. A do polegar.
Um garoto se recusou a cortá-la pra mim com minha tesoura de papel sem ponta, veio com papo de que tinha trauma de cortar unhas, que quando era criança a mãe ficava puxando ele para a hora de cortar as unhas e ele sofria, fez caretas, aí deixei pra lá.
Falei com outro menino e ele aceitou tão calmamente, pegou minha mão e ficou lá cortando como se fosse a coisa mais normal do mundo. Não, todos os dias alguma garota me pede para cortar a unha do polegar dela. Eu só me justificando e ele lá, cortando. Fez até questão de puxar minha pele e cortar os cantinhos.
Aí já viu né, me apaixonei.