Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Bilhetinho Azul

Doce HQ, corra para ver!Peguei o ânimo e fiz mais, dessa vez de uma linda música do Barão Vermelho. Acho-a particularmente amor, e fiquei com vontade de desenhá-la desde que ouvi pela primeira vez. Ao contrário de muito recentemente que venho estando bem insatisfeita com tudo que faço, dessa vez fiquei felizinha!
Vou viajar já já pro interior, ficar uns dias com amiguinha, mas tudo isso só depois de longas sete horas enfurnada num ônibus. Pior é que nem tenho leituras felizes para me distrair, me proibi de comprar livros novos há um tempinho... (Decidi ler todos os livros empacados! A maior chatice.)

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Repentinos e assustadores

Historinha sobre sustosE a crise existencial me fez uma visitinha ontem como não fazia há um tempinho. É tão esquisito, ano passado eram tantos momentos dramáticos na minha vida, e agora eu tinha enfim estabilizado... Até ser confrontada pelas minhas limitações de sempre que sempre me incomodaram tanto. E aí as dúvidas. Mas eu não posso fazer nada, porque é o tipo de limitação que já incrustou na minha alma, de que há tanto tempo venho tentando me livrar, e, mesmo após momentos de desaparição, volta para dar as caras. Só para provar que vai estar sempre por perto, na beira da esquina.
Fazia um tempinho que não desenhava também, e hoje decidi dar um basta na estagnação. Cabelo esquisitíssimo no terceiro quadrinho e bolsa pendurada no pescoço no primeiro, mas enfim.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Blablablarte

Sábado acompanhei mamãe, após um programa meu, a um programa dela, na realidade o programa da família de uma amiga dela que gentilmente a convidou.
O programa era uma reunião de parentes distantes, parecia mais um grande sarau e me divertiu de um jeito muito especial. Todos os familiares eram artistas, assim ou assado, cantavam, tocavam, faziam poesia. E cada um tinha alguma coisa sua para mostrar nesse encontro altamente carinhoso.
Quando eu cheguei, havia duas moças e dois rapazes no palco, cantando músicas dos Beatles sem nenhum instrumento, só com o balançar das cordas vocais, e mesmo assim a melodia era tão incrivelmente completa e encantadora, não consegui parar de sorrir. E quando um genro tocou trompete para substituir os vocais de Imagine, acompanhado de violão, cavaquinho e percussão? Um dos patriarcas não pode evitar falar, entre um sorriso e sorriso, como isso o ajudou a ser bem aceito na família. Ou quando as crianças foram cantar Bebete Vãobora e foi uma coisa tão pauleira que rolaram altas dúvidas sobre a capacidade da pobre filmadora de aguentar aquilo?
O bom humor e a arte me contagiaram de tal modo que terminei de pensar o roteiro da peça para o Natal desse ano e já bolei três títulos provisórios. Só que os três ficaram tão legais que pelo que eu tô vendo vão se aguentar até o final. O primeiro em que pensei foi O coveiro, a doceira, o menino e o rato, porque eu amo fórmulas feitas e amo histórias óbvias, com suspenses óbvios e narrações intencionalmente tensas, quando se faz direito, claro. Depois tive a ideia de Como a cesariana se aplica a crianças, dar um pouco de mistério e poucos dados da história. Por fim, O engolidor de espadas, que é mais épico. Mamãe ouviu os três títulos e disse que não conseguia de jeito nenhum imaginar a história. Achei isso o máximo.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Sem comentários

Hoje, passeando com grupo pelo campus, por acaso encontrei, mas veja só!, carinha do ônibus de anteontem e de ontem!
Eu e amiga que estava no ônibus comigo passamos rindo sem fazer barulho, aos cochichos, totalmente nem um pouco discretas, e depois que não conseguimos fazer o que íamos fazer voltamos pelo mesmo caminho. Eu fiquei de dizer “Gato Preto?”, interna que ele certamente entederia, e então tudo daria certo.
Viramos a esquina.
Ele olhou.
Abri minha boca bem aberta, com uma grande cara de surpresa e uma expressão que parecia dizer: Gato Preto?
Ele desolhou.
Fim.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Sintonias & fixações

Quando eu ainda tinha aula de inglês (puxa, puxa, estou de férias, estou de férias!) e ainda me preocupava com horário, ou seja, me incomodava de chegar mais cedo na parada de ônibus para pegar linha decente, acontecia de eu ver muitos, muitos aviões.
Numa ida de manhã, eu via três. Na ida pra faculdade à tarde, mais dois, mais três. Houve dia em que cheguei a contar assim nove, e mais um helicóptero!
Mas toda essa obsessão é por causa de uma história que eu li, que um passarinho assobiou no meu ouvido, de que se você ver dez aviões num único dia, você tem direito a um desejo. Um único e belo desejo, que acontece – é claro.
Acontece que eu sou toda doida por tudo que tem a ver com desejos. Dente-de-leão? Sempre soprei e fiz pedido. Velinhas de aniversário, sussuros antes de dormir, poço de desejos, adoro tudo isso. Fiquei sabendo dos aviões e me pus a contar. Nunca consegui, nunca tive meu desejo.
Contei a amigo da faculdade, ele soltou:
– Eu vejo muitos aviões todos os dias. Eu moro na Aerolândia.
E também tem toda a história de ver hora repetida, números iguais, 12:12, 04:04? Que significa que tem alguém pensando em você. Alguém apaixonado por você. (Parte claramente modificada para se encaixar nos meus interesses.)
Pronto, outra coisa que me viciou. E viciou num vício totalmente indiferente e casual, já que a hora não vale se for intencional, se ficar esperando, etc, tem que olhar pro relógio e PUF. Na faculdade eu via várias e várias vezes numa tarde, numa semana, e galera toda crente de que eu trapaceava (não!). Não trapaceava, descobri trama, e nem sei mais se quero ver essa hora especial, hm. A não ser que seja alma gêmea do ônibus, que conversou comigo sobre Edgar Allan Poe e foi total besta com suas histórias de como o conto tinha toda uma explicação profunda e filosófica sobre vida e morte que ele infelizmente não se lembrava mas certamente existia! Hoje até o vi de relance, mas neca de conversa.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Goiabada com queijo

Um dia eu terei o meu momento dessesDepois de um tempão me segurando, não deu, fiz um Tumblr. Acabei passando o dia vendo coisa bonita e agora mal consigo escolher uma imagem só para ilustrar aqui.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Esse meu gosto musical definido pela nostalgia

Houve essa época em que eu morria de medo de ouvir a mesma música várias vezes, de rever e ver mais uma vez um mesmo filme, e, de repente, ver a magia se esvair.
Eu ia gostando de uma coisa aos pouquinhos, poupando sempre para o futuro.
Um dia, cansada dos limites, me entreguei ao replay eterno. Hoje, muitas músicas são dignas do meu replay, porque eu simplesmente estou com preguiça demais para achar uma música que me encante de verdade, e deixo uma meia-boca tocando e tocando, é só apertar um botãozinho mesmo.
De vez em quando, então, preciso me lembrar de que, ei, querida, dá para apreciar uma música bem mais do que você tá apreciando, e coloco para tocar aquelas músicas que já estiveram no replay em algum passado remoto para sorrir de nostalgia.