terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Um conto de Natal

Como sempre, vou ter festa em família, mas vai ser bem legal... como sempre. Tias e mamãe me intimaram a fazer alguma coisa com os primos mais novos, e bolei uma peça sobre um garoto que não gosta de tomar banho mas quer virar o Homem-aranha como milagre de Natal! Acho meio difícil os primos colaborarem como a minha obra-prima (até parece!) pede... mas faremos o que dá.
Pra mamãe eu não ousei mais comprar roupa (já que a última blusa que eu comprei ela teve que trocar por um vestido mais bacana e pagar uma diferença de meros cinquenta reais) nem CD (o da Nara Leão está cuidadosamente guardado e só foi escutado uma única vez), então fui atrás de um... livro! Gabriel García Márquez, é bom ela amar.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ufa

Deu certo!

Desabafo

Vocês devem se lembrar de quando falei estar agindo mais como uma adolescente do que aos 15 anos, colando pôsteres no quarto e falando pelas costas. Pois é.
Essa história de tentar agir como eu realmente sou, e aqui quero dizer adolescente e não Janaína, não tem dado muito certo... Eu tenho me perdido. Pra valer.
Eu até comprei e li On the Road para poder me encontrar e fugir de casa, para ajudar ainda mais em toda essa história de autodescoberta, e adorei, adorei mesmo, só que não adiantou muito. Eu não absorvi. Não absorvi que estudo não importa, passar no vestibular não importa, repetir de ano?, ah, isso que não importa mesmo! O que rola, minha gente, são as amizades. É estar com outra pessoa e ser você mesmo. Sem se trancar, sem se fechar, nem com chave de ouro, é portas escancaradas e cortinas abertas, bem simples.
Eu ignorei tudo isso.
Fiquei fissurada em vestibular quando tinha as melhores companhias ao meu lado. (Até aí tudo bem porque terapia ajudou a me manter nos eixos, mas tem mais, claro.) E menti. Sobre algo que nem tinha nem tem importância, mas era uma mentira para alguém a quem devia sinceridade, portas escancaradas e cortinas abertas, bem simples.
Sem muitos frufrus e com só um pouco de medo de estar exagerando: desculpa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sobre filmes angustiantes

Não, não dá! Vou ver um filme esperando uma comédia metida a besta e então vem uma comédia dramática (hoje descobri que elas existem) e um protagonista que só se mete em frias.
Só que eu absorvo toda a vergonha dele pra mim e ai de quem estiver sentado ao meu lado na sala de cinema! (No caso de hoje à tarde foi uma amiga com o mesmo problema, que, ao invés de falar como não dava para aguentar um filme daqueles e fazer caretas, mordia a bolsa. Ai da bolsa que ela estiver trazendo!)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Conversas comigo criança

Eu vivia preocupadíssima com o que eu tornaria, e viva fazendo listas das coisas proibidas ao meu eu adulto. Outro dia, por acaso, acordei com cólica, me forcei a ir até a parada de ônibus, fiquei com pressão baixa e testa gelada, voltei, vomitei, dormi e vi Forrest Gump quando acordei, e o Forrest disse algo bem legal quando o perguntaram se ele não pensava no que seria quando crescesse: Como assim? Eu vou ser eu mesmo, não?
Desde que eu fiz esses quadrinhos consegui algumas coisas, mas nada muito direto: tentei escrever um livro, sem muito sucesso, li um do mesmo autor de O Mundo de Sofia e adorei, votei e ambos os meus candidatos ganharam e deixei de ir ao colégio sozinha porque eu vou ficar um bom tempo sem ir ao colégio - até os meus filhos nascerem e crescerem, pelo menos. (Já que eu vou passar no vestibular, eu vou passar no vestibular, eu vou passar no vestibular!)
Oh, sim: a idéia original não é minha, é da Kate Beaton, então créditos para ela! (E eu sei que o título ficou todo breguinha, é que eu tava tentando fazendo algo mais... fashion.)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Seis coisas aleatórias

Quem me passou foi Luisa, como quase sempre, hihi! Como não tenho planos de indicar ninguém (ou, o que também é um ponto de vista aceitável, eu poderia escrever que repasso o meme para todos os interessados!), não vou colocar as regras para não parecer... rebelde.
Enfim, o meme: seis coisas aleatórias sobre mim!

1) Eu envio e recebo cartas desde os onze anos
Isso foi da época em que eu comecei a usar a internet, o que é até irônico, porque foi com pessoas que eu conheci na internet que surgiu a idéia de trocar cartas! Já cheguei a ter três, quatro correspondentes, mas agora, seis anos depois, só uma resistiu. (E ainda bem, porque nossas cartas são tão longas - coisa de 6, às vezes 10, folhas - que eu não sei se aguentaria escrever mais do que isso!)

2) Fazia aula de saxofone
Comecei em 2006 e parei por causa do vestibular. Eu gostava muito, o problema é que eu não tinha fôlego para nada e pra piorar também não fazia nenhum exercício físico! (Nem faço.) Quero voltar ano que vem, como também quero começar uma ioga e um curso de desenho e voltar para o Inglês. A última música que eu tava aprendendo a tocar era Wave. (Vou te contar... Os olhos já não podem ver...)

3) O presente mais tcham que eu já dei foi um filme
Era um jornal chamado Jornal do Luau, que eu não lembro se tinha meia ou uma hora, mas foi tão divertido fazê-lo! Fui pra cozinha, coloquei a mesa no centro, pintei umas coisas para ficar ao fundo, coladas na geladeira, e tive que filmar trechos de no máximo cinco minutos, porque é só o que cabe na minha câmera... (Eu até diria que ainda é a mesma, só que eu meio que a quebrei anteontem... Bom, vamos levar ao conserto e ela ainda tem chances de sobrevivência!) O demais é que não tinha coesão nenhuma, além de ter os piores erros de português! Felizmente para mim e para o meu orgulho, a gravação se perdeu.

4) Coleciono marca-páginas
A coleção tá bem grandinha e bonitinha, mas a maioria ainda é de livros de auto-ajuda... uma pena!

5) Esse ano eu tentei escrever um livro
Eu escrevo histórias aqui e acolá, nada demais, no geral só coisinhas clichês e sem final. Mas depois de conhecer o NaNoWriMo, eu fiquei com uma baita vontade de escrever algo sério, e realmente me dediquei... durante oito dias. Depois a ficha de que eu estava fazendo vestibular esse ano caiu e parei de escrever diariamente. Bom, a meta era 50 mil palavras, fiz 12 744, em 36 páginas, já é alguma coisa, né?

6) A letra A do meu teclado está quase apagada
Vê-se que eu não fazia a mínima idéia do que escrever aqui, aí olhei pra baixo e notei isso... As outras mais apagadas em ordem decrescente são o C, o S e o V. Vai entender!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Finalmente fim

Ontem tive o maior prazer do mundo desabilitando o despertador, mas agora nem sei o que escolher no leque infinito de coisas interessantes a fazer.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Como a gente se conheceu

Seguindo a onda do ano passado, fiz mais uma historinha para uma nova amiga contando como nos conhecemos, piadas internas e momentos de risada extrema! É engraçado como dá pra notar fácil a minha melhora, viu! Ainda que eu prefira a primeira em relação ao roteiro, que é mais dinâmico e divertido, essa segunda tá mais bem tratada (não, isso não foi um erro de português, antes de particípios se usa mais bem e não melhor!) e mais bem desenhada também, acho...
Pra falar a verdade, eu tava com um pouco de vergonhinha de colocá-la aqui, hm, mas acho que já deu pra notar há muito tempo que eu sou introvertida e mais um pingo não vai fazer diferença numa poça d'água! (E, de qualquer jeito, isso foi de 2006, agora eu tenho dezessete anos, sou madura e cheia de autoconfiança!)
(GASP.)
Outra parte do presente, minha favorita, na verdade, hihi, foi um cartão feito com metades de envelopes, dica carinhosamente aproveitada daqui, e me diverti comprando os mais coloridos na papelaria, cortando desenhos, imprimindo fotos, usando todas as minhas canetas e expressando o meu carinho!
Na metade furada da metade do envelope, que ficou para o lado de fora do cartão, eu aproveitei para colocar as tais fotos impressas, recadinhos trocados e guardados (justamente para ocasiões como essa!) e, na última, de surpresa: bilhetes amáveis de professores! Adorei tanto o jeito que ficou que morri de pena de dar, aí bati um monte de fotos dele, de frente, de costas, de bruços, fazendo pose de galã! Só que como eu fui um tanto íntima no que eu escrevi, não vai dar pra pôr aqui como eu geralmente sempre faço... Quer dizer, daqui a pouco vocês que lêem vão saber mais de mim do que eu mesma!
Oh, sim, ressalvas quanto aos quadrinhos:
1) Eu não pinto tão pessimamente assim, a culpa, claro, é do scanner!
2) O tal livro era algum dos volumes de As Brumas de Avalon.
3) As personagens principais da história não são nem eu nem a presenteada, e sim Artemis e Nina, naturalmente, mas compreendam que o cachê delas é muito alto para mim e só pude pagar o suficiente para uma mínima aparição no último quadro. (Em outras palavras: a amiga presenteada faz parte do fã clube Tenho Ciúmes das Gatas da Jana, TCGJ.)

ITA

As provas começaram na terça-feira à tarde, e foi com muita sorte que eu consegui não ser eliminada de cara, porque nem sabia que tinha que descontar o horário de verão! A prova começava às 13h30, ou pelo menos era o que eu achava, mas, na minha ânsia de pontualidade, saí de casa meio-dia e meia para chegar no lugar de prova às treze horas. O lugar era perto, apareci por lá 12h40, e é claro que a prova já tinha começado!!! Nem sei como consegui entrar, mas uma fiscal veio rapidinho perguntar:
– Oi, mocinha, o que você está fazendo?
– Hm... indo pra prova...!
– A prova já começou.
– Quê?!?! Não é só uma e meia?!
– 12h30, minha cara!
– Horário de verão!!!!
– Por isso que eu achei você tão calminha...
E eu, que já tinha roído um monte de unhas no carro de nervosismo, só piorei! Por pura sorte, a minha sala, a número um, era ironicamente a última, e a prova de Física ainda não tinha começado por lá!
Aí começa a parte da reflexão: só a prova do primeiro dia é à tarde. O motivo eu não sei, por que na verdade eu sou super desinformada no assunto vestibular, mas, puxa!, se a prova fosse pela manhã, eu teria preferido dormir a chegar cedo, e na certa teria perdido o horário! Não perdi, a prova era à tarde, e nos dias seguintes me preparei para voltar a acordar cinco e meia da manhã. Não que eu tenha decidido dormir um pouquinho mais cedo, já que Capitu começou e eu realmente queria ver (e é um amorzinho, apesar da teatralidade me irritar às vezes!), o que eu fiz foi dormir à tarde.
Honestamente, eu não acho que eu passo, já que não tive nenhum preparo direcionado e nem estudei direito ao longo do ano, eu fiz mais para... me testar. (Por mais que isso soe muito, muito idiota.) Só que ouvindo umas conversas pós-prova, nem sei mais se minha chance é pequena assim... As provas foram boas, difíceis sim, mas eu gostei. Na proposta de redação teve tirinha do Laerte e minhas respostas às questões de matrizes foram lindas. Mas o melhor foi um ascenção na prova de Física! Eu vi e estranhei, até ri, aí anotei na mão para checar quando chegasse em casa e... desculpa, ITA, mas é impossível existir resposta para uma pergunta que nem tá no dicionário!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Infância I

Essa história do remédio é provavelmente uma das favoritas da minha infância, junto com lembranças do tempo em que eu vivi num sítio e nós levávamos as cadeiras da varanda para a grama, ficávamos num roda e conversávamos sobre os mais diversos assuntos, piadas de baixo calão que eu não entendia mas ainda morria de rir e histórias de um amigo de um amigo meu.
E curiosamente, enquanto eu posto um resumo dos mais resumidos da minha infância com medo de um belo dia me esquecer dela, eu estou aqui reconhecendo minha adolescência tardia: pregando pôsteres de filmes na parede do quarto na raça e na coragem, falando pelas costas a torto e a direito e desistindo da escola, só que, ei!, a segunda fase do vestibular é esse fim de semana aí, eu vou ter ainda outras provas ao longo da semana e a minha colocação nem foi tão maravilhosa assim – até os professores mais desmiolados e superficiais que vieram me perguntar ficaram claramente desapontados.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Sorte que as meninas estavam dormindo

Fui abrir a porta de casa e dou de cara com um poodle branquinho, fofinho, sozinho e hiperativo pulando pelo hall. Sozinho! E pulando feito louco!!!
Saí, olhei pelas escadas, e não tinha ninguém por perto. Aí tive que interfonar pra portaria!
Quem atendeu foi o bonitão, e ele concordou em subir imediatamente para ajudar na busca, além de ter suspeitas do dono.
Fiquei olhando o cachorrinho bonitinho e Rosa apareceu, de toalha, perguntando do alvoroço! Foi só ver a gracinha para botá-la dentro de casa e começar a fazer carinho! Mas não podia ficar assim, né?, e se o dono aparecesse? Aí disse pra ela voltar pro banho e fiquei nas escadas acariciando o bebê.
Depois de uns tempos, ouço uns gritos, e entendo a palavra "cachorro" no meio. "Ah, devem estar atrás dele aqui!", eu pensei e gritei de volta.
Então teve uma rápida sucessão de acontecimentos: uma menina de blusa rosa e cara de quem não merece ter um cachorro fofo daqueles apareceu vinda do andar de cima, o porteiro apareceu vindo do andar de baixo, também pelas escadas, e logo em seguida colocou o animalzinho no colo.
Aí a menina agradeceu o porteiro e foi embora.
Agradeceu o porteiro.
Esclarecendo esse ponto: sim, ela me viu sozinha com o cachorro e me ouviu perguntando se era dela, mas decidiu me ignorar e jogar o charme no bonitão.
Argh.
Voltei pra casa irritada e comentei com Rosa que, se nós já não tivéssemos duas gatas dentro de casa, teria ficado com o cachorro pra mim. Ela disse que teria ajudado!

P.S.: Estava indo responder a charadinha nos comentários quando, tchamtchamtcham, PERCEBO QUE DIGITEI ELA ERRADO. Muito idiota da minha parte, então decidi omitir a respota, ueba! Mas pelo menos corrigi o erro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Charadinha

O que é o que é
envolto em tranças
protege as andanças?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Meio-dia

Eu estava calmamente esperando pelo meu ônibus na parada quando um vendedor de picolé para para conversar com o cara que também esperava calmamente pelo ônibus dele. O vendedor falou, falou, e eu fiquei com uma certa invejinha de uma simpatia de pessoa assim estar falando com um cara qualquer e não comigo! Olhei, olhei, olhei tanto que, quando ele desistiu de conversar com o rapaz sem receber resposta, me escolheu como alvo! Aí, depois de me assustar um tantinho, notei que:
1) Ele tinha o olho azul
2) Ele tinha a pele morena com uma doença de pele do lado direito do rosto, meio à la pano branco
3) Ele era um banguela e só tinha, na frente, os dois caninos de cima
Ou seja: ELE ERA UM VAMPIRO!!! Se liguem: olho azul, por que, claro, quem é que já ouviu falar de vampiro tupiniquim? E a doença de pele também é perfeitamente explicável, que tipo de vampiro pode se expor à luz do sol sem sofrer algum dano?! Para piorar, ainda tinha os dentes.
Mas não, não parou por aí.
Como eu falei, eu tava morrendo de inveja de vê-lo conversar com o rapaz do lado (isso foi antes de eu perceber a verdade, claro!), deixa que logo depois nem tive mais motivo pra isso porque ele decidiu que eu era uma ouvinte mais atenta. Pois ele começou a falar sobre como só era homem quem matava, porque quem liga para os mortos, se eles foram fracos demais para morrer?! Só os assassinos têm valor, eles têm coragem e são sagazes e sabem defender a própria vida! Ora, ora, covardes os que se deixam matar, esse mundo devia ter só gente capaz de matar, todos os outros são uns imprestáveis, etc, etc, etc. Eu vi um cara que assassinou outro e passou dois anos na cadeia. O que morreu, ah!, já se passaram 16 anos e nada dele! Etc.
Que tipo de conversa seria essa senão a de uma pessoa que bebe sangue à meia-noite e só não está dormindo num caixão nesse exato momento porque, bem, tem que atrair as criancinhas com seu carrinho de picolé para garantir a merenda, hein?! Pode confirmar!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Onda de aniversários

Final de ano é o período mais atribulado de aniversários queridos para mim... E, apesar de nem todos terem passado (falta alguns e ainda nem entreguei o presente de uma aniversariante do dia 10!), venho adiantar umas coisinhas que andei fazendo e que acredito que tenham agradado muito as presenteadas!
Carol fez aniversário dia 22, e a conheço desde 2006. Pouco pra quem já fez 18 anos, é, verdade (infelizmente!), mas acho que nós temos uma amizade e tanto, sei lá.
Na surpresa desse ano, comprei uma cartolina duas vezes maior do que a que normalmente usamos para fazer trabalhos escolares e me pus a juntar os amigos para escreverem! Foi um trabalhão e todo mundo aparentava estar em bloqueio criativo, mas consegui uns recadinhos legais e pedi até de professores! O meu e de Rachel (blusa vermelha) foram os maiores, algo proporcional ao tamanho da amizade, acho, e dá pra distingui-los nas cores vermelha e preta, respectivamente. A parte mais legal foi nós duas termos subido no palco do aulão de véspera da UFC para cantar parabéns e entregar o cartão, nessa ordem! (Por que, sim!, a danada fez aniversário bem na véspera do vestibular!)
Já para mamãe, que também faz aniversário dia 22!!!!, achei que era tempo de fazer uma linda historinha e dizer Eu te amo. Fiz o roteiro e desenhei há um tempão, mas a moldura demorou pra sair e só pude entregar hoje. Ela gostou e é isso que importa! Abaixo os meus dois quadrinhos favoritos, porque foram eles que gastei mais tempo colorindo... (Por favor, tenham o cuidado de não perceber que eu me coloquei dormindo de cobertor no verão!)
Semana que vem já tem outro aniversário, amanhã também e só tô esperando o presente da do dia 10 chegar para fazer uma dedicatória bonitinha... até lá é estudar!

domingo, 23 de novembro de 2008

UFC

Fui dormir cedinho com mamãe e quando deu 5h29, horário em que eu normalmente tô de pé pro colégio, acordei repentinamente e sem um pingo de sono, achando que só podia ser duas horas da tarde pra eu estar assim bem disposta, e, conseqüentemente, que eu tinha perdido a hora da prova. Uma doida! Olhei o celular, constatei que eu sou neurótica e voltei a dormir.
Aí, depois de uma sonequinha, me levantei e fui me arrumar, aproveitei para olhar umas matérias soltas (que não caíram na prova) e fazer carinho nas gatas... Peguei um livro, os documentos, o estojo e a garrafinha d'água que eu comprei antes da prova da Unicamp mas nem abri e fui para a prova.
Os papéis estavam todos certinhos, a água eu não bebi de novo, mas o livro foi uma péssima escolha. Eu só tinha lido o comecinho de Ciranda de Pedra e achado legal, o problema é que depois vai ficando mais e mais angustiante, com direito a adultos enlouquecidos e crianças obrigadas a lidar e amadurecer com isso! E, opa!, eu vou fazer em alguns minutinhos uma prova que depende em 20% do meu nervosismo! Não, não foi legal.
Mas isso eu venci e consegui fazer a prova até calminha (o coração que não!) e tive uma pontuação razoável, possivelmente passável! O tempo todo não conseguia parar de pensar que, se me desse bem, seria provavelmente a última prova de História, Geografia e Biologia da minha vida. O coração só acelerava mais!
Bom, pois é, fim. Eu ia acabar a postagem no parágrafo anterior, mas ele não tinha lá muita cara de conclusão, então fiquem sabendo que esse aqui tem sim e que agora é hora de filmes e morgação!

domingo, 16 de novembro de 2008

Unicamp

Hoje tive minha primeira prova oficial de vestibular, e foi... boa! Ano passado prestei de treineira na federal daqui (e, curiosamente, foi o único ano que ela liberou para treineiros! Sou especial, hihi) e fiz a prova bem relaxada, até levei Mulherzinhas para ler enquanto esperava dar o horário e... passei na 1ª fase. Até poderia ter passado na 2ª se, também curiosamente, eu não tivesse perdido a minha identidade no dia anterior. Este ano, tentando imitar o ritual, levei o mesmo livro, mas tendo lido um só capítulo eu já pus de lado e me rendi ao nervosismo.
Depois de umas boas horas, algumas risadas e dois pedaços de pizza: estou feliz! Acho que fui bem, enrolei umas coisas, mas estou calma e até confiante para futuros vestibulares - o que é certamente novo pra mim, já que, apesar da minha aparente calma, eu estou sempre achando que vai dar tudo errado.
Agradecimentos especiais a todos que demonstraram seu apoio, seja ao vivo, com telefonemas, ou ainda com 33 mensagens privadas - nem todas sobre minhas angústias, mas não se pode ter tudo. E obrigada também a quem não demonstrou mas teria demonstrado de soubesse, ou algo assim!

sábado, 8 de novembro de 2008

Ainda não foi dessa vez

De vez em quando eu topo com esse meu amigo Paulo no ônibus, e nós vamos juntos o resto do caminho até o colégio. Ontem foi um dia desses, e ficamos conversando sobre assuntos variados (ele falou de Sandman, eu, Angela Gutiérrez), até que, na penúltima esquina antes da escola, aparece um cara de bicicleta, que desce da bicicleta, fica na nossa frente e coloca a mão nas calças. Na hora eu pensei: Ah, meu deus, é um tarado ou ele vai sacar um revólver e assaltar a gente? E, como se eu devesse seguir a carreira de vidente, ele sacou um revólver e falou:
– Isso é um assalto!
Pediu que Paulo desse o celular pra ele, e Paulo deu, ainda que pedindo que não ficasse com ele, porque era um celular ruim!, ou ao menos devolvesse o chip. O cara nem quis saber, guardou o celular e a .38 (não, eu não manjo de armas, mas Paulo ficou estranhamente feliz em ter o primeiro assalto a mão armada com uma .38) e subiu na bicicleta de novo.
Como eu espero que dê para perceber nessa curta narrativa, ele me ignorou. Tanto que, depois de chegarmos ao colégio e começarmos a espalhar a história, eu só ousei dizer “O Paulo foi assaltado e eu tava do lado!”. Qualé, essa semana o mundo deu para ser indiferente a mim e me magoar, foi? Mas como ele era um... assaltante!!!!, me conformei.
Enfim: quando o cara tava passando na nossa frente, para pegar a rua do colégio só que no sentido contrário ao nosso, entregou o celular de volta.
– Toma, quero mais não!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Relaxamento e constrangimento

Eu estava pensando que o dia de hoje foi tão legal que caberia perfeitamente em quadrinhos, talvez até duas páginas, só que daqui que eu faça o roteiro, desenhe, cubra e ainda vá ao trabalho de mamãe para poder escanear, já perdi a vontade de me expor mundo afora. Então o jeito é escrever mesmo e não me render a essa sociedade visual!
Primeiro: tive minha primeira vez de acupuntura e foi tão bom! Na verdade não foi só acupuntura, teve um shiatsu e uma massagem terapêutica também, para não deixar passar em branco. Relaxei, devaneei e me deixei ser furada. Algumas agulhinhas deixaram marcas, e a do pulso deixou uma dorzinha, mas moça falou que, apesar de de fato esse ponto ser meio sensível, pode desencadear um monte de coisa legal, tipo estabilidade emocional. E o que é que eu mais preciso a 17 dias do vestibular?
Voltei pra casa de ônibus e, só depois de um banho até demorado, saí de novo, dessa vez para a palestra da autora de um dos meus livros favoritos da lista do vestibular local: O Mundo de Flora e Angela Gutiérrez, digo, o contrário! (Aqui vale acrescentar que vi passar vinte, 20, VINTE ônibus antes do meu chegar na parada. A vida é uma comédia!)
E foi tudo tão maravilhoso! A autora é ótima, deve ter a idade de mamãe, mas é super jovial, moderna, viva e provavelmente um mutirão de adjetivos ainda. Contou um monte de coisa legal, sobre a criação do livro, vivências dela, abriu parênteses, e eu poderia até dizer que 80% do monólogo foi de entrelinhas!
Bacana mesmo foi quando ela começou dizendo que sempre leu muito desde nova (e o que não é nenhuma supresa, porque o livro é uma pseudo-autobiografia, sei lá como definir) mas que não escrevia muito. (E abro um parêntese aqui como o que ela abriu e sorriu, quando se lembrou das primeiras histórias que escreveu, quando estudava no mesmo colégio que eu e o professor sugeriu que todos os alunos escrevessem um livro de dez capítulos! Riu, disse que tinha se esquecido disso, e que conversa maravilhosa que tava tendo ali, se lembrando de coisas há muito embaçadas, e fazendo um monte de inconfidências!) Aí continuou que, na faculdade, pediram-lhe que escrevesse um poema e um conto, pro dia seguinte! E na verdade nem usaram o verbo “escrever”, porque acharam que ela já tinha bastante material. Pois bem! Ela escreveu e deu para que publicassem numa revista. Nunca comprou o exemplar, por pura vergonha! Disse que, lendo como lia, tinha ficado com padrões muito altos, e achava tudo o que escrevia medíocre, ruim, e adivinha quem se identificou? Ahá! Exceto pela parte do “lendo como lia”, porque eu claramente não li nada ainda.
E no final teve filinha para ela autografar livros, e é claro que eu estava lá com o meu exemplar! Ela escreveu meu nome, assinou, tudo muito impessoal, com direito a “cordialmente”, e fiquei levemente magoada. Perfeitamente compreensível, eu sei, me acho uma pessoa madura, tá!, mas não posso nem negar que esperava que... vergonha de contar, então: censurado.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Lixão a mar aberto

Eu sei que nós estamos destruindo o mundo porque eu vivo no mundo diariamente e não tem como não notar todas as mínimas coisas que eventualmente viram bolas de neve (mesmo no Brasil - haha, como sou engraçada!). Mapa do entulho do PacíficoMas eu ainda sou jovem e minhas proporções são pequenas, então eu só pensava na Amazônia, nas avassaladoras plantações de soja, e, por que não?, no chão da minha sala de aula. Bem, é claro que o problema é maior do que isso, nós estamos falando de um planeta inteiro! Pois acabei de ficar sabendo que existe um lixão em alto mar do tamanho do Texas (como eu não estudo a geografia dos EUA, não faço idéia direito de quanto é isso, mas, certamente, é grande o suficiente) no oceano Pacífico, que vai se acumulando e crescendo com a ajuda das correntes marinhas.
E é basicamente isso que ainda não deixou meu queixo voltar ao lugar: um lixão no oceano! Do tamanho do Texas! De plástico que nós ignoramos!! E que os animais comem, porque ele vai se degradando e se transformando em partículas minúculas até parecer zooplâncton, o qual, opaopaopa!, cai na cadeia alimentar e volta pra gente, uma vingancinha da Mãe Natureza.
Peixe de plásticoO mar, será?O pior é que de concreto eu não posso fazer nada, só abrir mais sites e olhar mais imagens. E ver esse vídeo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O engenheiro e o monstro

Em menos de uma semana consegui que duas pessoas do meu top5 de pessoas mais amadas – e isso não significa absolutamente que elas ocupem as posições 4 e 5! – tivessem piripaques comigo e com razão. Um sono da beleza agora não vai adiantar em nada a me fazer sentir menos monstrenga.

sábado, 25 de outubro de 2008

Glub glub

E mais um layout minimalista!
Não sei se me considero uma pessoa amadurecida e livre de futilidades ou se lamento a perda da minha habilidade e, principalmente, coragem pra fazer coisas carnavalescas. Mas, bem, também não é como se eu esbanjasse tempo, então tem que ser simples mesmo.
As cores ficaram meio doidas, um tanto não-femininas, porque não achei nada que combinasse com o desenho que eu consegui terminar (para terem uma idéia: o título do arquivo é Untitled-6, isso sem contar com os que eu odiei e deletei na hora), aí ficou assim.
Enfim: hoje fiz minha última prova do colégio! É tão triste, mas ficha ainda não caiu e eu só consigo ficar engordurando sem fazer nada realmente enriquecedor, feliz com os fins de semana livres.
Bem, bem, pizza chegou e vou devorá-la, um instantinho!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Protistas II

Aula da Janaína, que é a primeira chará com quem eu convivo semanalmente, e eu e uma amiga não conseguíamos parar de conversar (apesar de umas pessoas atrás que bem gostariam de dar uns tiros na gente, segundo essa tal amiga, já que eu não ouvi nadinha). Enquanto aparecia uma imagem com eucariontes azuis fazendo divisão binária, em etapas, comentei:
- Aquela segunda figura parece uma máscara de carnaval.
Ela concordou e acrescentou:
- A terceira parece uma máscara de carnaval rasgada.
- E na quarta parecem dois ovos fritos em solução de Cu2+!
Mas logo, logo esse terceiro ano acaba e fim das referências estudantis, ufa!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Adivinha quem é!


Eu adoro dar presentes de aniversário, adoro mesmo, e, para uma amiga que mora longe e nunca vi ao vivo, nada melhor do que um vídeo recheado de piadas internas! Talvez não dê para entender muita coisa, mas, olha, dá para me ver, perceber que eu sou absurdamente idiota, admirar efeitos esquizofrênicos do Movie Maker e, de quebra, relembrar musiquinha adorável de A Nova Onda do Imperador!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

E não foi invejinha da boa

Então que eu estava cheia de planos para o feriadão de quarta-feira, já que dia 14 é aniversário de um amiga e a madrugada seria o horário ideal para nós festejarmos, mas nada problemático, considerando o fe-ri-a-dão e as longas horas de sono que eu teria em seguida.
Depois de alguns minutos cantando Parabéns pra você para nossa querida coordenadora, na aula, hoje, de manhã, ela sorriu, agradeceu, trocou o sorriso por um amarelo e falou que estava até envergonhada do que ia dizer agora, e que, bem, quarta-feira, aula extra, no período da manhã, fardamento completo.
Hoje à noite meus ex-colegas-da-tarde-porém-ainda-amigos me fizeram uma inveja danada sobre como eles não tinham aula extra no feriado e eu dei umas boas pisadas nos pés deles, morrendo de inveja.

A próxima vítima

Quando aconteceu da primeira vez, eu fiquei horrorizada, inclusive porque nos dias anteriores tinha me imaginado na mesma situação e delirado sobre como as pessoas ao meu redor reagiriam. Na segunda, um risinho já tentou aparecer nos meus lábios, e perguntei pelo canto do olho às minhas amigas se aquilo era tão comum assim.
Hoje, uma terceira menina desmaiou pela terceira vez, e é aí que eu começo a considerar algum problema muito sério com a minha sala ou com segundas-feiras.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Bilíngüe

1) Are you currently in a serious relationship?
Nem.

2) What was your dream growing up?
Ser uma dona de banca rica e com uma penca de filhos!

3) What talent do you wish you had?
Extroversão.

4) If I bought you a drink what would it be?
Guaraná Jesus!

5) Favorite vegetable?
Cenoura.

6) What was the last book you read?
Trapiá, pro vestibular da UFC.

7) What zodiac sign are you?
Áries.

8) Any Tattoos and/or Piercings? Explain where.
Não!

9) Worst Habit?
Tique no nariz para ajeitar a posição dos óculos, mas eu adoro!

10) If you saw me walking down the street would you offer me a ride?
Claro!

11) What is your favorite sport?
...correr atrás de ônibus?

12) Do you have a Pessimistic or Optimistic attitude?
Otimista quando não estou ansiosa!

13) What would you do if you were stuck in an elevator with me?
Nós teríamos ido pela escada, que é mais saudável e ecológico! (HIHI?)

14) Worst thing to ever happen to you?
Sofrer tortura e ter que dedurar amigos por ser incapaz de resistir, quem sabe.

15) Tell me one weird fact about you.
Já mordi a bundinha de uma bebê... (Mas foi de leve!!) Ela saiu chorando pra mãe e eu falei que ela tinha sentado numa peça de Lego........

16) Do you have any pets?
Duas gatas fofonildas!

17) What if I showed up at your house unexpectedly?
Eu correria pro guarda-roupa atrás de uma roupa apresentável!

18) What was your first impression of me?
Uma n00b, HAHAHAHAHAHA! Haha... ha...

19) Do you think clowns are cute or scary?
Normais.

20) If you could change one thing about how you look, what would it be?
Meu cabelo.

21) Would you be my crime partner or my conscience?
Consciência.

22) What color eyes do you have?
Castanho escurão.

23) Ever been arrested?
Não...

24) Bottle or can soda?
Latinha.

25) If you won $10,000 today, what would you do with it?
Colocar numa poupança, fazer as provas doidas do vestibular e então começar a pensar no dinheiro!

26) What's your favorite place to hang out at?
Aonde o ônibus me levar.

27) Do you believe in ghosts?
Hum... não.

28) Favorite thing to do in your spare time?
Ver filmes!

29) Do you swear a lot?
De pouco a muito pouco.

30) Biggest pet peeve?
(pet peeve: motivo freqüente de reclamações ou discussões.)
Minha raiva contida!

31) In one word, how would you describe yourself?
“Jana”! E discordo total sobre uma pessoa não ser o seu nome!

32) Do you believe/appreciate romance?
Demais...

33) Favourite and least favourite food?
Agora: sanduíche do Montmartre e goiabinha de banana!

34) Do you believe in God?
Certamente!

35) Will you repost this so I can fill it out and do the same for you?
Fazendo isso agora mesmo.

Quem quiser responder... à vontade. (Passado a mim por.)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mamma mia!

Taí um filme divertido que me deu uma vontade danada de saltar do assento e começar a dançar loucamente, se ao menos tivesse uma pista de dança na sala de cinema e mamãe pudesse requebrar o esqueleto comigo sem... quebrá-lo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Esse exercício de cidadania

Foi ontem e tão rápido que quase não me lembro mais! Queria um segundo turno, para apertar os botõezinhos de novo e colar adesivo na roupa, mas por ora me satisfaço com uma atitude mais madura de compreensão política.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Oficialmente vestibulanda

Certo, tomei coragem e me inscrevi pro vestibular. Fora o fato de o Janaína ter aparecido Jana?a no boleto de pagamento, tá tudo ok.
A dúvida que fica é: qual é a daquele gato na página pré-inscrição?
Estou encarando como um apoio ao meu amor por felinos, hihi.

Desventuras em cadeia

Ontem cheguei atrasada na escola e hoje, para evitar o tempo gasto em mais conversa e menos estudo, decidi que não tentaria me espreguiçar de olhos fechados novamente.
Me levantei, tomei banho, comi, tudo no horário, e saí. Já na escada do segundo andar, olhei pela janelinha e vi chuva. Como ontem eu fiquei uns dez minutos esperando a chuva parar para andar os últimos quarteirões pro colégio, decidi mostrar pro mundo que eu não era mais um rosto bonito (não mesmo!) e mostrar que eu aprendia com minhas experiências, etc. Voltei em casa, peguei o guarda-chuva e dá-lhe sebo nas canelas.
No meio do caminho: avistei e perdi meu ônibus.
Em três quartos do caminho: a chuva parou.
E no fim: cheguei atrasada, de novo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

(após cara ou coroa)

Ok, fiquei com Engenharia Elétrica. Mesmo não sendo cool, posso ao menos ser descolada.

Prós e contras

Física, prós:
1. Sentimento de sabedoria completa
2. É muito cool sair por aí dizendo que faz Física!
3. Satisfazer ânsia pelo saber atualmente insaciável
4. Virar pesquisadora e Einstein do século
5. Fazer licenciatura e poder ensinar no Fundamental logo
E contras:
1. A vida é tão curta e tão cheia de coisas, e eu não quero me focar em bobagens e não no que realmente importa, como conviver bem em sociedade e ajudar a dar um passo em direção à utopia
2. Me perder afogada no conhecimento teórico

Engenharia Elétrica, prós:
1. Virar inventora e Bill Gates do século, com engenhocas incríveis e realmente úteis, quem sabe eu não entro na Polishop até!
2. Estudar antígeno para criar a vacina: deixar a energia elétrica mais ecológica
3. Faculdade possivelmente mais feminina
E contras:
1. Dependência e não-auto-sustentabilidade da eletricidade
2. Infeliz
3. Me sentir sabiamente inferior a estudantes de Física

Eu estava até satisfeita com Engenharia Elétrica, mas é claro que, a 13 dias do fim das inscrições, minhas dúvidas tinham que dar um Oi (e um Tchau, com um pouco de sorte). É que eu meio que odeio energia elétrica, acho um gasto de dinheiro e pura agressão à natureza, até mesmo a energia nuclear, considerando o lixo atômico, porque e daí que vai ter concreto isolando? Vai ir pro fundo do mar e juntar e juntar até não ter mais onde colocar!
No momento tô com Física, mas vai saber.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mas com ela aqui eu estudaria

Quando pequena, eu me lembro de dar chilique com mamãe porque ela conseguia comer manga na mão sem se lambuzar e eu, não e também deixar a colcha da cama perfeitamente arrumada numa sacudida e eu, não. Não tenho mais problemas com isso, mas agora, incapaz de estudar, fui descascar laranja na frente da TV e, segundo a minha blusa, não me dei muito bem.
Bem que queria dar chilique, se ao menos mamãe estivesse aqui e não no Pará.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sobre Ensaio sobre a cegueira

Vi o filme no domingo, enquanto almoçava uma pipoca grande e tentava não conversar com a amiga do lado esquerdo, que não é muito chegada em falação no cinema.
Pois é. Lembram que eu achava que não acreditava mais na bondade humana? Eu meio que menti só pra terminar com uma frase de impacto, porque na verdade eu sou uma pateta que vê o mundo colorido e só vai cair na real quando viver uma grande desgraça (ainda maior do que não passar no vestibular, para terem uma idéia do nível da patetice!).
Então, eu fui ver o filme! E achei tão, tão forte! Quer dizer, já tive minha doce época viciada em violência gratuita, comprei vários DVDs do Quentin Tarantino, e Dogville e Clube da Luta eram filosofias de vida. Quando minha tardia adolescência chegou, virei uma romântica (melhor: uma porcaria sentimental!), me decidi pelo lado meigo da vida e, pior, ela própria não fez nada para me redimir, nunca fui assaltada nem sofri alguma terrível decepção. Certo, eu sou jovem, deveria estar sorrindo, namorando e estudando, mas como não se preocupar com tudo que me envolve nesse mundo globalizado? Bolhas são frágeis e não é tão fácil assim viver numa. (Ao menos pra mim.)
Somando à carga psicológica do filme os constantes discursos hipócritas dos professores (porque, sinto muito se estou enganada, mas, por mais que eles critiquem e critiquem, nunca os vi falar sobre as atitudes que eles tomem ou sugerem ser tomadas! Eles podem bem ser humildes e preferirem não se gabar das boas ações, mas... tá, não sou tão pateta pra pensar isso), não consigo parar de planejar meu futuro e como eu vou mudar o mundo. (Também não sou humilde!)

sábado, 20 de setembro de 2008

Histórias para dormir e se descobrir

Em agosto, eu descobri que a Fnac estava fazendo um concurso de quadrinhos e decidi participar de imediato! Bastava uma única página, e o tema era Infinita Diversidade em Infinitas Combinações, ou, como deram a entender no edital, aceitação de diferenças. Irena me deu dicas, trabalhei a idéia e no fim fiz isso aí ao lado.
Para a primeira etapa, eles escolheram as vinte melhores obras e colocaram num júri popular, que vai decidir que obras irão para a pré-seleção... mas eu não passei! Fiquei tristinha e, quando fui dar uma olhada nas obras escolhidas para me consolar... me decepcionei. O plano original era encontrar HQs incríveis, ficar de queijo caído, me sentir mínima no mundo dos desenhistas brasileiros e começar a desenhar feito louca para melhorar, só que... tem umas tão idiotas, céus! Além das que eu não entendi. E das que eu gostei, porque não sou tão má perdedora assim, ok!
De qualquer jeito, não consigo parar de achar a minha história muito boba, tanto que não reli desde que... a fiz. Mamãe gostou, mas quando o resultado saiu confessou que não tinha esperança que eu passasse, porque achava que eu não tinha desenvolvido bem o tema... Eu acho que o problema é que a história ficou muito longa e mal desenhada. Enfim, pro post não ficar muito deprimente, um pouco de amor que pintei hoje:

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Testemunha auditiva

Eu já tinha visto várias marcas de spray no asfalto indicando as posições de carros numa batida e suas placas, mas acidente... nunca, até ontem! Ou quase, já que eu estava meio que ocupada olhando para outro lugar que não o cruzamento onde houve o acidente. Mas ouvi o NHÉÉÉÉ!, o CRASH!, levantei o rosto e foi por uma questão de metros não pude presenciar de camarote!
Dois caras saíram dos carros, um sem camisa e outro com cara de palavrão, e foram dialogar. Ambos perfeitamente sadios, uma pena!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

28 900

ACABEI DE VER PROPAGANDA ELEITORAL DE MEU EX-PROFESSOR!
Bizarro, tinha acabado de ver um candidato banguela que falava alguma bobagem quando ele aparece, todo limpinho, higiênico e com um discurso apresentável.
Até cogitaria votar nele se não fosse por dois importantes motivos:
1. Eu estava ocupada demais em todas as aulas de Redação rindo do tique que ele tem para ter uma idéia das opiniões dele.
2. Esse partido dele, o PRTB, é muito obscuro pro meu gosto, eu nunca tinha ouvido falar! Agora, numa pesquisa rápida, descubro que Fernando Collor se elegeu senador por ele. E no dia seguinte à posse mudou de partido.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Para ler todo o gibi que eu quisesse

Ainda criança, dois empregos a que eu aspirava era caixa de supermercado e taxista. Eu não me sentia bonita para ser modelo, não me interessava por música a ponto de cantar nem queria descolorir o cabelo pra virar apresentadora de TV, então ia admirando o que eu via todo dia: que tal então um trabalho que era passear pela cidade?
Me desestimularam dizendo que, num táxi, eu não ia agüentar o calor do meio-dia. Tentando ser realista e prática, decidi ser dona de banca de revistas.

domingo, 7 de setembro de 2008

Mais três

1. Quais são as três últimas coisas que você comprou?
- Papel para aquarela
- Biscoito recheado de chocolate
- Pacotes de figurinhas de Wall-E

2. Quais são as três últimas músicas que você fez download?
- Imogen Heap, If Only I Were a Butterfly (ainda não ouvi)
- Imogen Heap, Hide and Seek 2 (outra versão que destruiu minha parte favorita... Snif)
- José González, Fold (er...)

3. Quais são os três últimos lugares que você visitou?
- Casa do meu primo, sábado à noite
- Quixadá, no final das férias de julho
- Praia Águas Belas, há mais ou menos um ano (e não tomei banho de mar desde então)

4. Quais são seus três filmes preferidos?
- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
- Whisper of the Heart
- Ratatouille

5. Quais as três coisas que você tem que mais gosta?
- O Caderno, que é um caderno (OH!) que divido com amigas desde o 1º ano e tem nossos melhores momentos juntas (e por enquanto está comigo, HOHOHO!)
- Meu despertador à corda (eu tinha um vermelho que quebrou, mas comprei um branco)
- Minha gaveta de cartas

6. Quais são as três coisas que você não pode viver sem?
- Meus óculos
- A carteirinha de estudante
- Férias!

7. Se você pudesse fazer três desejos, quais seriam?
Eu sou uma menina antiquada meio Alberto Caeiro, gosto das coisas como são e de espontaneidade, então não consegui escolher nada que eu realmente fosse aceitar!
Até pensei em algo bem fantástico como passar alguns minutos na cabeça de outra pessoa - e se lembrar disso depois, importante frisar isso!, porque tecnicamente não tem como o meu cérebro registrar essa memória se foi minha essência que esteve na mente alheia... dá pra entender? -, mas tenho medo de sofrer uma epifania muito dramática e virar alguém completamente diferente!

8. Quais são as três coisas que você ainda não fez e quer fazer?
- Skydiving
- Ler os livros que minha mãe escreveu (mesmo que não sejam ficção e tenham a ver com o que ela trabalha, rural e gênero)
- Mechas rosas no cabelo!

9. Quais são os seus três pratos preferidos?
- Banana machucada
- Frango agridoce
- Brownie (com sorvete)

10. Quais são as três celebridades com quem você gostaria de andar?
- Eu
- não
- sei!

11. Se você pudesse se descrever em três palavras, quais seriam elas?
- Dezessete
- Criança
- Doçura

12. Diga três coisas não usuais que você faz bem.
- Provas de Matemática
- Ignorar pessoas com quem estou louca para conversar
- Me entediar

13. Diga três coisas que você tem cobiçado.
- Box da 3ª temporada de Gilmore Girls
- Doze horas de sono ininterruptas
- Um assento no ônibus

14. Quais são os três blogs que você gostaria de indicar para responder também?
- Life Is Overrated (dessa vez não precisa mais roubar, haha!)
- Zarnillian (incentivar a postagem, ok)
- Cookies, papel e tinta (sem recadinho pra você, sou má!)

Na saúde e na doença

Eu morro de vergonha só de reler isso, e nem sei porque sinto vontade de tornar público... deve fazer parte da minha recente abertura a relacionamentos superficiais-mas-ainda-valiosos.
Depois do fracasso social do Fundamental (não, eu não era excluída e não sofria bullying, na verdade estudava num colégio pequeno e era como se todos fôssemos uma família, mas se eu for falar disso vou querer botar a culpa em alguém, talvez em mim, talvez nos outros, e nem eu nem ninguém merece esse peso), sempre fiquei procurando a Amizade Perfeita. Com uma compreensão mútua cheia de leveza, risadas, internas. Fechei os olhos para pessoas desinteressantes e criei um medo imenso dos meros conhecidos, aqueles que a gente só encontra no ônibus ou na sala de prova.
E agora estou... sarando? Talvez! Quem sabe a razão não tá nas intimidades que eu coloco por aqui, hoho!
(Ou, mais logicamente, no psicólogo que freqüento semanalmente...!)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Até o sol está brilhando menos

Mamãe estava viajando até sexta, voltou, jurou que não aceitaria mais viagens no mês se setembro e eu desatei a contar coisas que aconteceram (e que eu não tinha falado pelo telefone).
Contei o primeiro sonho de segunda-feira passada e fiquei de estátua quando ela riu.
- Por que você tá rindo?!
- Oras, por que não é mesmo?
- Não é mesmo o quê???
- Rosa não faz mesmo de propósito?
- FAZ?!?!?!?!
E tenho visto todas as coisas sob uma nova óptica. Não sei mais se acredito na bondade humana.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Quarta-feira, 6 de agosto

22 dias depois... Eu posto.
O livro que eu estava lendo era Fahrenheit 451, que é realmente bom, e me rendeu um período feliz de leituras no ônibus e boas citações. A minha favorita foi:
Eu só quero alguém para ouvir o que tenho a dizer. E talvez, se eu falar por tempo suficiente, minhas palavras façam sentido.
Mas os diálogos também são muito bons, principalmente os com a personagem Clarisse, por quem me apaixonei total, hihi!

Amigo do peito só catarro

Hoje cheguei em casa e encontrei um belo rasgão na minha calça, atrás. Ninguém me falou, e eu devo ter passado a manhã com esse bendito. Amigos da onça.
(E não sei como não rasgou antes, porque eu uso a calça desde o começo do Ensino Médio!, já que elas são bem mais confortáveis que minhas cigarettes.)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O estranho caso do gato preto

Hoje recebi essa correspondência do síndico informando aos condôminos que um (01) gato vinha amolando as unhas no carro de uma moradora.
Em anexo, uma carta da tal moradora, muito polida, falando do tal gato, “um felino (gato) de propriedade desconhecida, pelagem preta”, do tal carro, “o veículo de minha propriedade”, e dos tais arranhões, “incidente este que vem ocorrendo há aproximadamente 01 (um) mês”, tudo acompanhado carinhosamente de uma citação do Código Civil.
Fica o mistério da vida (ou morte) do gato.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Rapidinho antes de ir pra escola

Eu tive esses dois sonhos horríveis, horríveis, HORRORÍVEIS! (Usava isso na mesma época em que achava “Me poupe” o máximo, aiai, tempos que felizmente não voltam!)
Eu morro de ciúmes da relação entre Rosa e Gata, lembram? E como Rosa é bastante carinhosa (com as gatas) e não se incomoda que os outros vejam ela e bebês se abraçando, às vezes eu acho que ela faz de propósito. Eu sei, é um pensamento infantil e até desrespeitoso, mas não consigo evitar! Eu estou vendo TV na maior calma, e de repente ela aparece, tira Nina do sofá e começa uma sessão de amores que incluem monólogos que me impedem de focar a atenção na TV. Não parece proposital?! Bem, também acontece quando eu estou estudando. E tomando banho. E comendo. Uma conspiração! De qualquer forma, não consigo ter certeza de nada, porque, enfim, ela não pode ser tão má assim, e eu também estou ficando obcecada com isso tudo.
Mas sobre o sonho! O fato é que nele Rosa aparecia do nada e fazia carinho em Artemis, eu e mamãe vendo tudo de camarote. Depois de um tempinho, mamãe comenta:
- É, Jana, talvez ela realmente faça de propósito.
Não é maníaco?! E eu estava calmamente relembrando ambos os sonhos no chuveiro com Artemis deitada no tapete, que de repente desperta interesse em algo no quarto e vai dar uma olhada, quando Rosa aparece para dar um cheiro em gata. DO. NADA. Ela realmente faz de propósito?! Fiquei arrasada achando isso até que me lembrei da farda do colégio que ela só podia engomar hoje (para depois deixá-la no meu quarto). Ufa!
O segundo sonho foi tão aterrorizante quanto: eu, mamãe e Artemis andávamos de carro numa rua qualquer com uma mata fechada de ambos os lados. Eu fazia carinho em Artemis, até que, num piscar de olhos, Artemis cai dos meus braços (ou pula? ou é jogada?) e vai parar na rua! Com medo, ela corre pra mata! Gelei. Naquela forma estranha dos sonhos, apareci novamente no lugar de onde saímos com mamãe, ambas assustadas, ela tentando me confortar, eu sem aceitar. Peguei uma bicicleta (que não tenho, aliás) e fui pedalando loucamente pela rua-da-mata-fechada. Gritava “ARTEMIS! AMOR!” entre lágrimas até que ela apareceu, nós nos abraçamos, nos amamos, e aí eu devo ter acordado com o despertador.
Um final feliz, ao menos!

sábado, 23 de agosto de 2008

O primeiro dia de aula

Ok, consegui passar uma semana sem atualizar, MINHA. NOSSA.
Mas hoje teve scanner e fiz a festa! Tenho mais duas HQs pra postar por aqui, que fiz nessas três semanas de aula. (E tão atrasadas quanto essa, me desculpem!)
(Bizarro, TIVE ALTO DÉJÀ VU AGORA.)
As aulas tem sido boas, a fadiga do primeiro semestre passou, e devo tudo às minhas férias ociosas! Verdade, não estudei nada, mas me recarreguei e, principalmente, me descobri. Não tenho mais tantas dúvidas e nem receios do futuro, estou zen, hihi. A primeira prova (ok, na verdade a segunda chamada que foi a minha primeira prova, e essa é a segunda) foi hoje, e fui bem, consegui até fazer mais questões em Biologia do que em Física, e estou considerando isso uma recompensa pelo meu estudo! (E não um aviso divino para desistir das Exatas, espero.)
E, P.S., nunca mais que vi o cara que tem cara de ser um cara legal...! (Nem levei jatos repentinos de água, por que tive o cuidado de mudar o caminho!)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Nota de indignação

Ontem à noite mamãe voltou de Quixadá e jantou comigo.
Mas agora, obscuramente, está em Salvador.
QUE TIPO DE MÃE É ESSA?!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Por que eu nem sei mais se quero Física

A única enciclopédia que nós já tivemos aqui em casa é uma da Folha, com dois volumes e uma linguagem pra lá de rebuscada. Na 3ª série, era nela que eu fazia as pesquisas, e eu a odiava com todas as minhas forças, porque não conseguia entender bulhufas, e isso significava que eu não podia simplesmente copiar a coisa toda pro meu caderno. Eu teria que... ler... e escrever o que eu entendi. E foi aí que eu defini minha missão no mundo: simplificar as coisas.
Fui criando um nojinho por palavras difíceis e pessoas que usam elas, e desde então o meu vocabulário cresceu minimamente - o que é bem ruim na hora de aprender novas línguas.
Mas não deixei a decisão só pra linguagem e, num acesso de altruísmo, dei de generalizar! Comecei a achar desenhos realistas uma grande bobagem indigna de admiração e a apreciar coisas simples mas que davam um sorriso ao rosto.
E aqui entra a Física e uma dos meus infinitos paradoxos: como é que eu vou dar minha contribuição ao mundo compreendendo a matéria-escura e tendo várias fórmulas na cabeça? Um bando de coisas supostamente interessantes que só fica na teoria e no impalpável. “Um grande passo pra humanidade” uma ova, já que ela vai continuar pisando na lama inumanamente!
Só que eu amo Física. Amo Matemática, AMO CÁLCULOS! E a Teoria da Relatividade me deixou de queixo caído, e eu. Queria. Saber. Mais. Queria saber tudo! Não só o do dia-a-dia, eu queria... me contradizer.
Enfim. Tenho pensado em Engenharia Elétrica.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Mais sobre a falta de notícias

É, não consegui ir ao trabalho de mamãe escanear coisas, porque apareceram visitas dispensáveis por aqui (alguém se lembra da francesinha? Então: ela e o namorado. E francesinha coisa nenhuma, na verdade ela é colombiana!). Que ainda monopolizaram o computador. Eles foram embora ontem e hoje minha mãe viajou de novo (!?!?!?!). Foi realmente triste, porque eu esqueci que ela tinha viajado, aí quando deu oito horas da noite e ela não aparecia por aqui, telefonei pro celular:
- Olá, dona bonitinha, por que você não está em casa?!
- Eu viajei pra Quixadá, lembra, filha?
- Ah.

Em tempos atribulados

A verdade é que essas semanas ocupadas e tardes de estudo, às veeeezes sono e um pouquinho de computador, me deixam esgotada de idéias. E tenho preguiça de postar! É realmente legal ter o que fazer e fazer alguma coisa, mas admito que tenho saudades do meu tédio produtivo.
Então, para não deixar fazer uma semana sem atualização, uma novidade: de fato fiz a pior prova de Biologia da minha vida. Só não chutei 3 das 8 questões, mas em uma cheguei à conclusão errada, em outra eu convenientemente me esqueci de ler a palavra exceto e a outra eu acertei, que bom. Enfim, fechei Matemática, então tudo belê.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

POST Nº 100 DE 2008

OLHEM, OLHEM! CENTÉSIMO POST DO ANO, HOHOHO!
Eu tenho muito o que postar, mas antes preciso de um scanner, e isso só vou conseguir quando mamãe voltar de viagem (amanhã à noite!) e me levar ao trabalho dela, onde eu aproveitarei para imprimir umas coisas também, hihi! (Qualquer bobagem divertida que eu descobrir até lá e fichas do Livro Livre, do qual aliás, vocês têm que participar! No antigo blog fiz propaganda do Livr.us, o pioneiro, mas esse novo é um tanto mais organizado e bonitinho, então é todo mundo aderindo!)

domingo, 3 de agosto de 2008

Boa noite e boa sorte

Bom, estou indo dormir para o grande dia amanhã. Meio tarde, o sono não vai ser suficiente para eu me livrar das olheiras cadavéricas e conseguir causar uma boa impressão na nova turma (isso de ser novata me persegue, céus!), mas tudo bem.
Para não acontecer como da última vez, acertei três despertadores para o mesmo horário.
E, diga-se de passagem, pelo visto farei sim uma prova de Biologia chutando mais da metade das questões.

Domingo espetacular

Hoje é meu último dia de férias e eu sequer sei o que fazer com ele!
O plano original era fazer um super curta com meus primos, já que mamãe conseguiu uma super filmadora num dos mil projetos dela, hoho! A história era simples: numa brincadeira de esconde-esconde, o primo mais novo se esconde tão bem que ninguém é capaz de encontrá-lo... Depois de várias meias horas de procura, descobre-se que ele foi SEQÜESTRADO! E agora só o primo do meio pode procurá-lo, com a ajuda da prima um ano mais velha, pois todos os adultos cresceram demais para acreditar numa história dessas.
Quando contei a idéia de faz um filme pra eles, decidi omitir minha sinopse, para que eles também participassem criativamente. A história que saiu não foi simples nem criativa: uma troca de bebês na maternidade faria com que irmãos gêmeos fossem morar em famílias completamente diferentes. Um é pobre e mora num quarto trancado porque a mulher que o acolheu já tem dois filhos e se recusa a ter um terceiro. (Mas mesmo assim ele dá um jeito de ir pra escola!) O outro mora com a mãe biológica, e tem uma irmã re-bel-de capaz de vender o carro da família por dez reais. E eu era a irmã mais velha que faz Medicina no exterior.
Conversando um pouquinho com eles, mesclei as duas idéias: eu, irmã mais velha que faz Medicina no exterior, seqüestraria o irmão mais novo porque descobri, estudando Medicina no exterior, que ele tem genes alienígenas! E ainda tenho irmã rebelde e gêmeos, dessa vez não separados no nascimento, felizmente.
Acontece que não rolou, pois eu e mamãe íamos receber hoje uma francesinha aqui em casa, porque somos chiques e tal, hihi! (Na verdade é o contrário, mas ok, pouparei vocês dos detalhes sórdidos.) Ela passaria 50 horas num ônibus vindo de São Paulo, e eu e minha prima a buscaríamos na rodoviária, já que mamãe viajou hoje depois do almoço.
Só que ela perdeu o ônibus. E eu, todos os meus compromissos! Não tenho como ir pra casa de vovó, não tenho que entreter ninguém, e nem conseguiria, deprimida que estou com as aulas de amanhã. Nem sei mais se quero prestar Física.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Utopia

Passeando de ônibus por aí, topei com um garoto que era a cara do Dexter (de... Dexter!), só não ruivo. É claro que me apaixonei.
Boa parte da viagem fiquei desejando que um carro viesse em alta velocidade na contra-mão e batesse de frente ao ônibus, ou que um meteoro atingisse a porta do terminal e nós tivessemos que ser interrogados pela polícia, e, enfim, que eu e ele tivéssemos algo que nos ligasse.
Ainda estou viva.

sábado, 26 de julho de 2008

O que eu queria ser quando crescer

Eu amo autobiografias. E cada vez que eu leio uma fico com mais vontade de escrever a minha própria, contar minhas aventuras de infância, meus amores, meus medos...
O problema é que minha história vai até a adolescência e pára.
Por enquanto!
Hoje estava pensando sobre episódios bacanas da minha infância e sobre como esses episódios não se interligam numa causa maior, o que é necessário para autobiografias de qualidade, quando me lembrei de que aos 8 anos eu queria ser jornalista. Eu já quisera ser caixa de supermercado e taxista, mas dessa vez segui meu sonho e, por quase um ano, eu fui. Dona, criadora, fotógrafa, designer, ilustradora, diretora de arte e secretária do Jornal da criança. Ele tinha quatro páginas, basicamente uma folha A4 dobrada ao meio. Na capa tinha a manchete principal e uma historinha. Na segunda folha, uma receita (!), na terceira, pegadinhas (retiradas do gibi da Ana Maria Braga e do Louro, que, por preguiça de jogar fora e amor à nostalgia, eu ainda tenho) e na última mais notícias.
O melhor é que 26% dessas já anunciavam o meu futuro narcisismo! Manchetes como “Jana compra Lego novo” e “Jana está criando galinha” eram vergonhosamente freqüentes. E as outras notícias também não eram muito melhores, “O preço do jornal aumentou” na segunda edição e “O cachorro do Fernando” (“O cachorro do Fernando está grande, brincalhão, danado e peludo.”) na quarta são provas concretas disso.
Mas eu acho que nada bate essa obra-prima literária da terceira edição:
O natal
Um belo dia uma menina estava brincando, na praia. À noite, ela pintou o cabelo para a festa de natal. E ganhou um patins. Outra menina ganhou um patins e um Tamagochi, vamos velo de perto?...
Perguntas que não querem calar:
Por que Tamagochi merece maiúscula e natal não?
Como eu sabia empregar crase mas não pronomes oblíquos?
De que cor a menina pintou o cabelo?
Por que eu estou prestando vestibular pra Física e não Jornalismo ou ainda Letras?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Não ganhei

Wall-E é a nova animação da Pixar, estúdio responsável por Toy Story, Procurando Nemo e Ratatouille, e que estréia em 27 de junho deste ano. Para concorrer a um kit do filme responda a pergunta:
Se você tivesse um robô, o que ele faria e por quê?
Ele apagaria memórias, porque assim eu poderia fazer várias coisas que eu adoro pela primeira vez de novo, como mandar cartas e fazer bolos. São coisas que, de tanto fazer, perdi parte do amor.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cansei de ser filha

A primeira vez que eu percebi que existia toda uma pessoa atrás de mamãe desconhecida por mim foi quando fiz minha primeira redação sobre cotas para negros. O tema era super simples, só pedia para você dar sua opinião, sem mais dramas. Feito todo o rascunho, perguntei à mamãe se queria ouvir. Depois de um Claro, li e fiquei envergonhada de percebê-la levemente decepcionada comigo. Eu era contra as cotas, achava que admitir a existência de negros, e não pessoas, era o preconceito em seu auge, mamãe, fortemente a favor, e, depois de pedir acanhada que ela me dissesse seus motivos - quase implorando que me fizesse mudar de idéia -, não sei mais minha opinião.
Eu conheço os seus tiques, a expressão que ela faz quando quer que a gente ache que ela tá acompanhando a conversa mas na verdade não tá entendendo nada, as frutas que come de manhã, vamos freqüentemente ao cinema juntas, só não faço a mínima idéia da história de amor dela com meu pai nem de porque eles jamais se casaram. Outro dia, comentando o pôster do filme Apenas uma vez (que tem a frase Quantas vezes encontramos a pessoa certa? em cima do título e é genial, tá), ela me confessou:
- Duas.
- Duas o quê?
- Já encontrei a pessoa certa duas vezes.
E, num arroubo de curiosidade tímida, perguntei:
- Quem?
Ela não respondeu.
Não é que nossa relação seja ruim, não, por favor, não pensem isso, mas eu só conheço a faceta mãe dela. Na viagem à serra reencontrei a Gema profissional, e meu peito estufou de orgulho. Agora eu quero conhecer a mulher.
(Mas eu tenho que perguntar, e, talvez com receio de perder meu ideal utópico de amor verdadeiro, tenho medo.)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O preocupante dessas férias ociosas

O que consegui fazer até agora escolarmente falando foi ler dois dos três livros do vestibular que eu ainda não tinha nem tocado mas que a professora já tinha dado em sala. O último permanece abandonado na página 80, ou por aí... E estudei umas três aulinhas de Geografia... Fim!
O que é mais preocupante? Bem, por causa do meu antes amado despertador, perdi a última prova do semestre, ou seja, vou fazer segunda chamada agora em agosto, ou seja, tenho que me preparar para essa droga de prova agora no que resta dessas férias, ou seja, eu não estou me preparando, vou ir super mal na droga de prova e começar o semestre com a perna esquerda!!!!!!!
Triste, mas real.
Hoje eu estou indo ao cinema, mas amanhã, sério, eu pego de novo na apostila de Geografia para fechar o conteúdo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Aventura de menina mimada

Nunca tive casa-na-árvore, e, numa das minhas poucas andanças pela casa de repouso onde ficamos, encontrei uma que era um amor, só não tinha árvore (quem liga, afinal?).
Eu podia ter escorregado, batido o queixo e quebrado outro dente pra chegar nela, ou simplesmente morrido, mas a única coisa que aconteceu foi que minha chinela caiu no abismo entre o barranco e a casinha. Com um pouco de malabarismo, peguei a danada com o pé como sempre fazia na minha infância sem elegância e pronto!
Ela tinha um primeiro andar com vista de arrasar, a serra, o céu, o verde, a sombra das nuvens nas plantas, e dava até para ver, escondidinha, a igreja de onde fiquei, à esquerda. Deitei lá, pus as Havaianas a um canto, e li. O livro, um saco, amavelmente apelidado por mim de Ave, que Chateação (título original: Aves de Arribação), mas olha que agüentei dois capítulos!
E teria ficado por lá bem mais, não fosse pelos barulhos suspeitamente perigosos que ouvi e me amedrontaram. E não espalhem!

Desembarque

E assim que cheguei no prédio e olhei pra nossa varandinha no terceiro andar, vi uma mancha branca. Apertei os olhos, fui mais pra perto: Artemísia. Ai, que saudades!

sábado, 12 de julho de 2008

Hasta la vista, baby!

Estou viajando! Não vou sair do país e muito menos do estado, mas vou sair da minha casa e por enquanto isso basta! Os planos são:
1. Estudar, o que tem sido impensável até agora
2. Ler, já que eu tenho me encontrado ociosa demais para me empolgar com histórias (que não incluam romance)
3. Estar na natureza (assisti a Na Natureza Selvagem há pouco tempo, não dá pra não considerar isso! E eu vou pra serra, afinal)
Espero que vocês todos se corroam de saudades de mim, e fiquem contando os dias para 17 de julho, quando retorno, à noite! Caso eu não dê nenhum sinal de vida na data, ou é porque de fato morri ou porque, estando lá na natureza, eu percebi enfim o grande gasto de tempo que esse computador é para mim.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

SHOUT IT OUT!

1. Morei nove meses na França e não sei conversar direito sobre isso, tanto por vergonha como por... medo
2. Eu me corto e me machuco quando a parte branca da unha supera os 3mm
3. Morro de ciúmes da relação de Rosa, que trabalha aqui, com as gatas e acabo consideravelmente frustrada porque não sei me libertar deles
4. Eu não sei dançar
5. Só fui me sentir de fato eu mesma com amizades escolares no Ensino Médio
6. Eu não sei andar de salto alto
7. Na verdade eu me sinto muito pouco feminina, e é provavelmente por isso que em tudo o que faço dou um jeitinho de colocar algo cor-de-rosa
8. Sou louca para viver exclusivamente da mais pura arte, só não tenho confiança e coragem suficiente, e isso faz eu me sentir uma fraca
9. Eu gostaria de usar aparelho dentário, mas minha auto-estima diminuiria ainda mais com o combo aparelho+óculos

Originalmente isso é do DeviantArt, e eu achei o máximo, só que fiquei tanto com preguiça de desenhar no computador como de escrever em inglês, então trago pro blog e fim!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Antes e depois

Só para vocês verem o horror que Nina estava e o amor que ficou. Não pude evitar colocar esse preto e branco altamente dramático na primeira foto, HIHI, foi inevitável, perdão!

domingo, 6 de julho de 2008

Manhã de destruição

Dessa vez tenho um bom motivo para dormir com mamãe! Um excelente!
O meu prédio é consideravelmente antigo. Pra você ter uma idéia, ele tem apenas 7 andares, o azulejo da cozinha é de florzinha e os guarda-roupas vieram embutidos. A questão é que esses mesmos guarda-roupas embutidos estavam aqui até hoje, 2008. O de mamãe já não se agüenta de tanto cupim, a madeira está praticamente oca, e o meu, ah, é um indecente! Sempre de porta aberta.
Mas não mais. Há vinte minutos o marceneiro chegou com sua trupe e essa meia hora tem sido só de violência.
Então!
Para eles poderem vir e quebrar o guarda-roupa numa boa, tivemos que arranjar lugar pras roupas, e ele foi exatamente em cima da minha cama, dentro de caixas. E é aí que entra a nova desculpa pra minha incapacidade de me desligar do útero materno.

Dormi cheirando os dedos

Estava indo dormir com mamãe ontem à noite quando senti algo grudento na minha mão. Extremamente desinteressada em descobrir o que raios era aquilo, entrei no banheiro dela e lavei as mãos.
Me deitei, coloquei as mãos embaixo da bochecha, e então senti.
Um aroma leve, doce... e um turbilhão de sensações.
Aquele cheiro do sabonete de mamãe simplesmente ativou alguma memória involuntária no meu cérebro, e, apesar de ser tão forte a ponto de eu me sentir na própria lembrança, não consegui perceber qual era. Tem um pouco das minhas férias de janeiro, com madrugadas produtivas e confortáveis. Um toque de descobertas, de novo, de suave. E com um recheio de histórias doces e amáveis de amor verdadeiro.
Passei um tempão cheirando os dedos, até que não senti mais nada e me entreguei ao sono.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Até galinha nós tínhamos

Morei bons anos num sítio, uma chácara, na verdade.
Era o orgulho de mamãe, porque, veja bem, nós tínhamos nada mais nada menos que de-zoi-to tipos diferentes de frutas acolá! Acerola, jambo (plantamos três pés e não moramos tempo suficiente para que dessem frutos, mas é claro que conta, dã!), milho, maracujá, manga, goiaba, banana, feijão, serigüela, laranja, caju, jabuticaba (era do vizinho, mas as frutas caíam no nosso terreno, hihi), graviola, cajá, abacate, mamão e, ok, não lembro mais!
Quando tinha 10 anos e nossa dívida do apartamento só aumentava, mamãe decidiu vender o sítio. Até quem só tinha ido lá uma vez lamentou conosco! O vizinho foi o primeiro que se ofereceu pra comprar, na verdade ele queria comprar o nosso terreno há séculos, já que o sítio dele era horroroso e o nosso maravilhoso, mas como ele era daqueles que coloca forró nas alturas aos domingos quando os meus avós iam nos visitar e se recusa a diminuir o volume mesmo quando vamos até a sua porta pedir que diminua, não aceitamos vender a ele.
Um outro homem apareceu depois e vendemos pela mixaria de 32 mil reais. Algum tempo depois descobrimos que, ops, o nosso vizinho tinha pago àquele homem para que comprasse o sítio e depois passasse pro nome dele. Pra você ver como é a vida.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Meliki

Ladrão que rouba ladrão ganha cem anos de perdão! (Mas Cem Anos de Solidão também seria bacana, considerando que o de mamãe cai aos pedaços.)

Funciona assim:
1) Acesse en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) Vá pra quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) Acesse flickr.com/explore/interesting/7days - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Meliki tem um som meio indie pop com toques de MPB, não que eu realmente entenda dessas classificações. Is the past tense, o segundo álbum (!), deu à banda uma melancolia que se você ouvir de mau humor perceberá que tende ao piegas, mas que, num período hormonal, tem uma sensibilidade que toca o coração com as pontas dos dedos. Temas cotidianos e sem compromisso com uma causa maior, como o sol da tardinha e a vizinha da torta de limão.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Os três

a) As três alegrias
- Ficar estirada no sol no carro
- Pegar gatas no colo
- Os 220 reais que consegui do meu cofre, HIHI

b) Os três medos
- Não passar no vestibular (e ficar me remoendo de culpa merecidamente)
- Morgar demais e deixar a vida passar
- Não ganhar a promoção do jornal local sobre Wall-E de que eu planejo participar

c) Os três objetivos
- Ir à academia nessas férias e, pelo menos um pouquinho, voltar a pegar no saxofone
- Ler os mais de 15 livros que estão aqui esperando para serem lidos nessas férias e terminar os outros 6 que já comecei (é uma pilha que vem se acumulado desde as férias de janeiro e explodiu com meu aniversário...)
- Estudar (se eu estudar sei que passo na federal!)

d) As três obsessões atuais
- Ouvir a mesma música várias e várias vezes seguidas
- Escrever da direita para a esquerda
- Me espreguiçar

e) Os três fatos surpreendentes
- Só hoje fui à dentista resolver aqueeele problema do dente
- Já fui abordada por um cara dizendo que me viu no ônibus e se inspirou na minha beleza para escrever um poema, hihi! Eu, com a minha doce infantilidade, entrei em estado de choque, dei altas risadinhas, ele falou que isso era muito fofo, dei meu e-mail e a história acabou com nós dois nos odiando, é claro
- Vi Wall-E anteontem e fiquei decepcionada comigo mesma por não ter chorado muito (e nem é tão surpreendente assim que eu tenha achado isso, considerado que eu sou a... Jana)

Meme que Luisa me passou, e que eu empurro para Irena, Gabriela e Raquel!

domingo, 29 de junho de 2008

Culpa do despertador quebrado

Acordei com um desses insuportáveis telefonemas indesejados, e, depois de me revirar um pouco na cama, esperando que a pessoa tivesse pena de mim (me acordar num sábado?! Onde já se viu?), fui atender. No caminho, topei com um relógio: 8h21. E a ficha caiu imediatamente.
Atendi o telefonema e, com meu tom de voz mais desesperado:
- Alô, aimeudeus, desculpa, mas eu tinha uma prova e... não acordei, e... AH, MEU DEUS, DESCULPA, TCHAU.
Corri pro banho e incumbi mamãe de ligar pro colégio e implorar para eu ir lá fazer minha prova .
Não deu certo.
Agora farei a segunda chamada no semestre que vem!
O lado ruim é que: eu acordei às 8h21 num sábado. E o lado bom: eu farei uma prova de Biologia sem chutar mais da metade das questões (tenho planos de estudar nas férias, ok...!)!
E ainda fiquei de férias antes dos meus amigos, quer coisa melhor?

As coisas que eu gosto

Sabe aquele solzinho bom pra bebês e péssimo pra osteoporose? Eu simplesmente adoro.
Proibi mamãe de ligar o ar condicionado quando eu tô no carro, pra mim já basta o bater de dentes na minha sala do colégio (eu sei que não ajudo me recusando a levar casaco como as pessoas sensatas fazem, mas, poxa, nós estamos em Fortaleza! Nem ter casaco eu tenho!), e ela sofre quando nós estacionamos o carro ao sol. É só eu me sentar na cadeira da frente e já vem aquela preguiça, aquele conforto e... o ócio.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Me livrando do rosa

Layout novo de novo!
Eu estava fazendo algo beeem produzido e cheio de apetrechos, só que não tava ficando nada legal, então tirei tudo que era inútil e ficou assim, hihi! Ok, não tá exatamente booom, mas pelo menos dá pra respirar um pouco depois de todos aqueles layouts papagaiados. (Sem falar que eu não me agüentava mais me ver posando nua aqui, tá!)
Depois, fiz uma imagenzinha bonitinha para os feeds...! Caso você não saiba o que é ou como usar, eu digo que é a coisa mais simples do mundo e sugiro o Google Reader como aglomerador de feeds!
E... Ah, sim, tirei os marcadores... Eles eram bem legais, mas desde eu parei de criar novos, meio que foi ficando mecânico, então achei melhor tirar de uma vez! Na hierarquia final, Infelicidades ganhou com 52 posts (meu deus, que triste!!!!), Escola ficou com a prata (percebam como a minha vida é animada!) e Mãe com o bronze (complexo de Édipo...?). Meia branca até a canela, que foi criado só por causa desse post, não sei como conseguiu ficar em antipenúltimo lugar.
As cores ficaram um tantinho aleatórias e... brilhantes!, mas eu gostei. Só um pouco em dúvida quanto ao vermelho da minibiografia...!

P.S.: Descobri uns draminhas no blog quando visualizado no Explorer e corrigi o que pude, fora isso, meu único conselho é: baixe o Mozilla Firefox, sério.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sobre idéias noturnas

Sempre que eu me deito é uma reviravolta de idéias, pensamentos e histórias que eu fico tentando pensarpensarpensar até gravar a coisa no fundo do meu crânio, para poder me lembrar dela no dia seguinte. Nem sempre funciona, e às vezes me descubro dias depois relembrando alguma coisa pensada antes de dormir... Depois que eu a esqueço e relembro, ela não me parece nem um pouco genial como quanto parecia quando eu só queria dormir.
E então, ontem à noite, quando acabei de me deitar, “Novidades do meu ego” surgiu completamente escrito na minha frente. Qual é a da minha cabeça, hein?!
Tenho começado a suspeitar de que é o travesseiro que vem e sussurra essas coisas pra mim... Foi só deitar e VRUM!, um batalhão de idéias! Hoje ficarei de olhos bem abertos atrás de qualquer sinal! (A não ser que o sono me vença.)

Novidades do meu ego

Eu tenho me descoberto extremamente raivosa e narcisista nessas últimas semanas pré-férias... e ciumenta também.
E, pior do que o choque de culturas, é esse meu prazer em cultivar e adubar com carinho essas emoções... Assim... Eu não deveria tentar evitá-las?
A raiva já passou há um tempo, mas ainda me lembro de como eu, com o maior amor, ia piorando e aumentando aquela bola de neve e me sentindo altamente poderosa até que tudo eventualmente explodisse... Como também não sou imatura (demais), fiz tudo consciente e me controlei. Agora passou, e as preocupações em não explodir com ninguém inocente também!
O narcisismo mostrou as caras há uns meses e foi crescendo na última semana até que, em uma doce e azul tarde, eu me achasse bonita. Bonita. Ha-ha. É muito amor mesmo.
E por fim os ciúmes... mas deles nem falo que tenho vergonha! De qualquer forma, tenho conseguido deixá-los de lado, já que esses são meus últimos dias no turno da tarde (sim, pretendo mudar pra manhã e ter um horário de estudo decente! Falei com a minha coordenadora, e ela disse que eu teria que esperar aparecer alguma vaga, então me desesperei logo e fui falar com a coordenadora geral. Ela disse “Ok, eu vou ver” de um jeito sério e concentrado que me deixou bastante confiante!) e tenho que aproveitar o tempo que resta com meus amiguinhos bestas antes que eu me sinta novamente deslocada semestre que vem... Ai, ai...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Todos estão apaixonados

- Eu vou falar uma palavra, mas não ria, viu, que se o cara rir é porque ele tá apaixonado.
- Tá bem, professor.
- Posso dizer, então?
- Diga aí!
- Cocô.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Por que fiquei cinco dias sem postar

Eu sei que nem deu pra sentir falta (bem, eu senti!), mas meu computador teve um leve piripaque na semana passada e apagou de vez no domingo. Hoje foi ao conserto, e o veredito do cara foi que a CPU estava empoeirada e com pêlo de gato. Ou gatas.
Nina tem que entender que se embrenhar pelos infinitos fios da escrivaninha não é a mesma coisa que se aventurar na selva amazônica!

sábado, 14 de junho de 2008

Tudo é relativo

Comecei a estudar Física Moderna enfim e devo dizer que Einstein era um gênio já aos 16 anos. Até aqui nenhum drama, eu adoro admirar pessoas e estou encantada com as idéias que ele tinha quando era mais novo do que eu.
Só tem um probleminha: eu já tenho 17 anos e nada!!!
Sabe, eu realmente cultivava essa idéia de eu revolucionar alguma coisa aí e ganhar um Nobel e ficar rica e explodir de compras nas livrarias mundo afora..., quando era criança e péssima em futebol (mas isso ainda sou...!), até acreditava que quando começasse a aprender Física e dominasse a mecânica eu seria capaz de fazer gols e mais gols só de cálculos matemáticos. (E eu até visualizava as linhas e vetores e equações na minha cabeça, enquanto minha perna se movia em câmera lenta!!!)
Pesquisando loucamente atrás de provas de que talvez ele tenha sido um pouquinho como eu, normal, infantil e, bem, besta, encontro isso:
Uma lenda amplamente divulgada diz que Einstein teria sido reprovado em Matemática quando era estudante, inclusive reproduzida no famoso Ripley's believe it or not! (Acredite se quiser!). Entretanto, quando lhe mostraram um recorte de jornal com esta questão, Einstein riu. “Nunca fui reprovado em Matemática”, retrucou. “Antes dos quinze anos, já dominava cálculo diferencial e integral.”

E tudo o que eu tenho a dizer é: seu babaca.
Agora com licença que eu tenho muito, muito a estudar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Depois da tempestade

Enquanto esperava pelo meu ônibus na parada (logo depois de perdê-lo, diga-se de passagem), uma moça deliberadamente se virou pra mim e disse:
- Boa tarde!
Eu respondi e começamos a conversar sobre várias amenidades, incluindo o clima (nada ameno) e as atuais chuvas e os terríveis raios.
Eu sei que não tá escrito na minha testa porque acabei de checar no espelho, mas me pergunto se tem alguma coisa no meu rosto dizendo para a cidade toda que eu adoro quando estranhos puxam conversa comigo (talvez uma pinta?) ou se a moça que era extrovertida mesmo.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Fatias de cotidiano

a) No ônibus, um senhor, ávido por ajudar alguém, ofecereu-se para segurar as apostilas de uma pré-universitária que estava na minha frente. Mas ela teve que negar, pois já ia descendo. Então ele se virou para mim, ansioso: “Você também vai descer?!” Eu achei que ele estava sendo incrivelmente amável, mas infelizmente ia, então só dei um sorriso de orelha a orelha e concordei com a cabeça.
b) Coloquei o dinheiro de segurança (para caso eu gire a roleta antes do trocador passar minha carteirinha de estudante e eu não tenha dinheiro para pagar a inteira - e acabe passando a maior vergonha...) no bolso furado da calça e perdi cinqüenta centavos. (Como não tenho mais cofre - por enquanto! -, porém, não importa tanto.)

P.S.: Lembram-se disso? Bem, era uma TPM das mais tristonhas, que só colo de mãe cura. Curou!

sábado, 7 de junho de 2008

Peixinha sou

Certo, acho que vou abrir uma poupança!
Tá, mamãe que tá enfiando isso na minha cabeça, na verdade, diz que eu tenho que aprender a economizar, que não é porque ela me dá tudo o que eu preciso que eu devo me acomodar... O problema é: economizar pra quê? Quero dizer, não existe nada exorbitantemente caro que eu queira, sou humilde, ok!
Então ela me veio com a história de que com o primeiro salário dela ela comprou o primeiro telefone da casa da nossa família, e que, quem sabe, com o meu primeiro dinheirinho eu não comprava a primeira TV de plasma da nossa casa?
Só que não existe TV de plasma de 224,56 reais, né.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Futilidade

É o seguinte: meu cofre encheu. Lotou. As moedas chegaram até a boca.
Joguei tudo no chão, ficou uma montanha absurda, o cheiro invadiu o escritório, um terror, mas contei tudo e consegui mais de duzentos reais. (!!!!!!!)
Só tem um problema: eu não faço a mínima idéia de com o quê gastar esse dinheirão! Assim, fazer até faço, tem muita coisa que eu quero, livros, DVDs, CDs, um relógio de pulso, um relógio despertador de dar corda, já que o meu quebrou, fones de ouvido grandões, uma bicicleta, lentes de contato, um abajour, um amor verdadeiro, uma calculadora científica, um ventilador de teto, mas... tudo me parece tão banal que não sinto vontade de comprar é nada! (Sequer ser consumista de cabeça erguida eu sei, aimeudeus!)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Melancolia

Eu tenho me sentido extremamente pra baixo de uns tempos pra cá. E tinha ensaiado o maior monólogo para desabar de uma vez com meu psicológo, já que na verdade eu adoro ouvi-lo falar e falar, é tão confortável, e sempre adio as coisas que eu realmente preciso contar, deixa que meu despertador não toca e eu perco a sessão. Mais uma semana.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Segunda-feira não-tão-ruim

Ah, hoje foi divertido! Acordei não exatamente bem humorada, mas tirei um pouco de ânimo do baú e fui pro colégio.
Depois de agüentar as sempre anormalmente longas aulas de segunda-feira (pelo menos o professor de História faltou! E mesmo tendo adorado isso, bem, inúmeras melhoras para ele, coitado, que pegou dengue pela segunda vez!), comi um lanche e me preparei psicologicamente para mais três horas de puro terror intelectual: as específicas.
Aí comecei a ouvir o boato de que a professora mais histérica e exaltada (no bom sentido!) de História daria hoje a aula sobre Ditadura Militar. Quando planejava prestar Arquitetura, cheguei a ter aulas com ela, e foi realmente legal porque ela gritava e gritava e, hã... gritava. Pra valer. Isso porque só peguei o odiozinho dela por Getúlio Vargas, imagina então quando fosse falar de 1964 pra lá?! E o colégio tinha se preparado de tamanha forma pra isso que até separou o auditório e juntou as turmas dos dois horários! (Provavelmente para preservar a garganta dela.) E nunca tantas pessoas mataram aula ao mesmo tempo para assistir a bendita, e eu realmente fiquei com vontade de matar também, só que... eu não podia deixar meu professor de Matemática dar aula para zero pessoas, né...? Ele é infeliz, velho e corcunda, mas eu gosto dele!!! Então, voltei para a minha sala.
Lá encontrei: 60 cadeiras, 60 TDs, 4 pessoas, 1 professor. E eu.
Depois de 15 minutos, um dos caras saiu.
E foi realmente divertido!, porque eu me senti toda de volta à minha 2ª série, quando eu tinha apenas seis colegas e ainda tenho a vívida lembrança do dia em que eu faltei e, quando fui à escola no dia seguinte, descobri que não só eu, mas 71% da classe tinha faltado e só duas pessoas tinham assistido a aula. Nunca senti uma inveja tão saudável!
Já no carro, depois de contar tudo a mamãe, suspirei:
- Ai, pra mim a Ana Coelho dava ditadura toda semana, viu.
- Ah, mas e as outras pessoas, filha? Iam ficar sem aula...?
Quem raios leva uma frase dessas a sério e ainda tenta conscientizar a filha rumo ao altruísmo? Não é como se eu vivesse numa fábula e precisasse de uma moral para cada pôr-do-sol!

domingo, 1 de junho de 2008

Sobre o céu

Alguém mais tem notado essa recente tendência das nuvens a querer se passar por quadros renascentistas?

sábado, 31 de maio de 2008

Carona e olheiras

Mamãe viajou, e, como essa é certamente a pior semana do mês (específicas na segunda até 22h10 + aula de inglês à noite na quarta + aula extra de Física igualmente tarde na quinta + competição de dança da qual uma amiga participou e que só terminou perto da meia-noite na sexta + simuladão no sábado, às 8h00), não pude voltar de ônibus e peguei carona com meu primo universitário em dois dos dias.
Admito que me senti altamente cool voltando num carro de janelas abertas e power metal nas alturas com alguém que definitivamente não sabe dirigir prudentemente, hihi!

P.S.: Ele faz Odontologia, e, quando eu mostrei meu dente quebrado e relatei minhas desventuras, notei um leve arrepio.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Aconteceu assim

(ou Por que raios eu estou com um buraco num dente se estava apenas comendo um sanduíche de queijo dentro da validade)

Há exatos três anos, quando eu era uma menina que participava de quadrilhas de São João da escola com o batom de mamãe e muitas sardas, aconteceu de eu escorregar. Assim, durante um ensaio, numa poça d'água.
(Meu par um ano mais novo não me segurou.)
Como eu também não sou lá muito normal, em vez da clássica queda-de-bunda-que-quebra-o-cóccix, caí pra frente e quebrei dois dentes. Mas não de frente, peloamordedeus, nem me fale que tenho agonia! Caí de boca fechada, e um antiquíssimo corte no queixo (de quando eu tinha seis anos, morava numa chácara a 1km da praia e ia na vizinha do meu vizinho para nadar na piscina dela e, eventualmente, pular na borda e se machucar feio, aaaahh, tempos que não voltam!) até se abriu.
Não senti nenhuma dor, na verdade, até me levantei prontamente para recomeçar o ensaio, deixa que logo uma dúzia de pessoas veio me acudir e me levar ao banheiro. Só fui entender vendo a mancha vermelha no queixo. Não sangrou, eu levei 4 pontos e passei um mês sem poder ficar entediada e apoiar o cérebro na mão.
Até que comecei a achar que conseguia mover parte de um molar. E, bem, eu conseguia mesmo! Arranquei o pedaço (não sozinha!), fiz um canal (na dentista!) e minha sensibilidade dentária nunca mais foi a mesma (durante alguns meses, hoje tá normal).

P.S.: Como mamãe viajou e eu acho realmente solitário dormir numa cama de casal sem companhia, estou de volta na trilha da maturidade, dormindo no meu quarto!
P.P.S.: Antes de viajar, ela ligou para a minha dentista (que não visito há... exatos três anos, ops) e, delirem!, ela fez uma cirurgia, está de licença e só volta a trabalhar em um mês. Felizmente, como um dos meus professores favoritos (que na verdade deu sua última aula na quarta-feira e abandonou o pré-universitário para sempre, uma tristeza sem fim!!! E, detalhe, eu nunca tinha conversado com ele até esse recreio em que, num acesso de coragem, mostrei-lhe meu dente quebrado!!!) também é dentista, ele deu uma olhada e até pegou a chave do carro para simular uma obturação! (Humor negro, brrr!)