sábado, 30 de maio de 2009

O Som e a Fúria

23. Em 1931, William Faulkner escreveu The Sound and the Fury, um clássico da literatura norte-americana. O excerto abaixo é parte da introdução, escrita por Richard Hughes, à edição do romance publicada pela Penguin Books, em 1971.
THERE is a story told of a celebrated Russian dancer, who was asked by someone what she meant by a certain dance. She answered with some exasperation, “If I could say it in so many words, do you think I should take the very great trouble of dancing it?”

It is an important story, because it is the valid explanation of obscurity in art. A method involving apparent obscurity is surely justified when it is the clearest, the simplest method of saying in full what the writer has to say.

This is the case of
The Sound and the Fury. I shall not attempt to give it a summary or an explanation of it: for if I could say in three pages what takes Mr. Faulkner three hundred there would obviously be no need for the book. All I propose to do is to offer a few introductory comments to encourage the reader.
a) Segundo Hughes, em que circunstâncias a suposta obscuridade de uma obra de arte se justifica?

b) Que razão apresenta Hughes para não resumir nem explicar
The Sound and The Fury?

Taí onde eu li aquilo. Prova de inglês da Unicamp! Puxa, mas eu nunca que ia adivinhar, ah, muito, muito obrigada doce Daisy!
Agora sabe que eu me decepcionei um pouco? Ainda é lindo e amor, como quando eu li pela primeira vez, mas minha memória tinha polido e enfeitado a lembrança com um pouco mais de poesia.

4 comentários:

Irena disse...

A minha memória SEMPRE enfeita os fatos. E às vezes ela também distorce completamente a realidade de uma forma que no fim das contas o produto é uma coisa NADA A VER!

Luisa Pinheiro disse...

Assim como você e a Irena, minha memória tbm é de enfeitar acontecimentos.
às vezes eu me pego imaginando como determinada situação poderia ter sido diferente e depois eu nem sei mais o que aconteceu de verdade!
beijos

Anna disse...

Até eu achei mais bonitinho quando li o que você escreveu sobre esse texto, do que quando de fato o li agora.
Maldita mania de todo mundo de ver as coisas mais bonitas do que elas realmente são. Ok, talvez não seja tão maldita assim!
beijos
ps: Sim, eu vou em Outubro! Mas não me xingue de irresponsável, sério. Eu vou na semana do saco cheio, não tem isso por aí? É uma semana que todas as escolas param por simplesmente estar de saco cheio. Eu sei, é por isso que o Brasil não vai pra frente, mas não posso deixar de aproveitar Fortaleza por questões assim, né? hahahaha

Daisy K. disse...

Por nada, flor. Fico feliz em ter ajudado. :)

E acho que essa é a graça humana. As vezes quando não se lembra detalhadamente das coisas, as pessoas tendem a efeitá-las de modo que fosse mais bonitas ao seu olhar. Até quando havia lido seu post pensei se o texto foi assim tão bonito quanto você disse sobre ele, questionando-me se era minha visão muito fechada. Tudo bem que concordei com as palavras ditas pela bailarina e terminei com a conclusão de era um texto bem sensato, mas não poético. :P