terça-feira, 12 de outubro de 2010

Funerária Ternura

E enterro no Parque da PazA parte esquisita e engraçada é que o livro que eu escrevi, meu xodó esquecido na estante, lido apenas pela minha mãe, cheio de erros bobos e com um título que nem é explicado ao longo dos capítulos, meu livro é sobre avós. Sobre idosos. Sobre se aproximar dos mais velhos, sobre a história que eles carregam como mochilas, só que sem conotação aventureira. E os avós do livro são os meus avós. Só que eu nunca mais vou poder fazer o que a protagonista faz para tentar mudar as coisas um pouco, e toda a continuação que eu deixo subentendida também me foi negada. Nem as coisas que eu planejei para ela e não escrevi por inabilidade. Teve muita coisa que eu não escrevi.
A família toda me pede o livro para ler, sem saber sobre isso, e eu fico adiando... Tenho medo e vergonha. Escrevi o livro há quase um ano, mas o destino só cutucou o interesse deles agora. Vamos deixar pra lá, meus queridos...

5 comentários:

Gabriela Petrucci disse...

Esses dias mesmo eu estava pensando em fazer um livro de histórias dos meus avós...

Gabriela Couth disse...

Acho lindo que todos os seus posts agora tem essas ilustrações lindíssimas. Eu também fui no Ternura... E sempre achei o nome dele fofo, mesmo antes de alguém morrer, porque eu achava que era o nome de algum Ursinho Carinhoso (?).

Enfim... Linda a história do seu livro :)

Luís disse...

E se você revisasse, adaptasse o título e publicasse o livro (nem que fosse aqui no blog)?
E você também poderia ilustrá-lo...

<3

Anna Vitória disse...

Achei a proposta muito legal, Jana, adoro histórias de avós. E os melhores projetos muitas vezes empacam desse jeito, quem sabe você não acorda um dia cheia de inspiração e finaliza tudo que está pra ser feito?
Eu sei que adoraria ler.
beijos

Grupo paz e vida disse...

adoro essas historias antigas.