quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Relaxamento e constrangimento

Eu estava pensando que o dia de hoje foi tão legal que caberia perfeitamente em quadrinhos, talvez até duas páginas, só que daqui que eu faça o roteiro, desenhe, cubra e ainda vá ao trabalho de mamãe para poder escanear, já perdi a vontade de me expor mundo afora. Então o jeito é escrever mesmo e não me render a essa sociedade visual!
Primeiro: tive minha primeira vez de acupuntura e foi tão bom! Na verdade não foi só acupuntura, teve um shiatsu e uma massagem terapêutica também, para não deixar passar em branco. Relaxei, devaneei e me deixei ser furada. Algumas agulhinhas deixaram marcas, e a do pulso deixou uma dorzinha, mas moça falou que, apesar de de fato esse ponto ser meio sensível, pode desencadear um monte de coisa legal, tipo estabilidade emocional. E o que é que eu mais preciso a 17 dias do vestibular?
Voltei pra casa de ônibus e, só depois de um banho até demorado, saí de novo, dessa vez para a palestra da autora de um dos meus livros favoritos da lista do vestibular local: O Mundo de Flora e Angela Gutiérrez, digo, o contrário! (Aqui vale acrescentar que vi passar vinte, 20, VINTE ônibus antes do meu chegar na parada. A vida é uma comédia!)
E foi tudo tão maravilhoso! A autora é ótima, deve ter a idade de mamãe, mas é super jovial, moderna, viva e provavelmente um mutirão de adjetivos ainda. Contou um monte de coisa legal, sobre a criação do livro, vivências dela, abriu parênteses, e eu poderia até dizer que 80% do monólogo foi de entrelinhas!
Bacana mesmo foi quando ela começou dizendo que sempre leu muito desde nova (e o que não é nenhuma supresa, porque o livro é uma pseudo-autobiografia, sei lá como definir) mas que não escrevia muito. (E abro um parêntese aqui como o que ela abriu e sorriu, quando se lembrou das primeiras histórias que escreveu, quando estudava no mesmo colégio que eu e o professor sugeriu que todos os alunos escrevessem um livro de dez capítulos! Riu, disse que tinha se esquecido disso, e que conversa maravilhosa que tava tendo ali, se lembrando de coisas há muito embaçadas, e fazendo um monte de inconfidências!) Aí continuou que, na faculdade, pediram-lhe que escrevesse um poema e um conto, pro dia seguinte! E na verdade nem usaram o verbo “escrever”, porque acharam que ela já tinha bastante material. Pois bem! Ela escreveu e deu para que publicassem numa revista. Nunca comprou o exemplar, por pura vergonha! Disse que, lendo como lia, tinha ficado com padrões muito altos, e achava tudo o que escrevia medíocre, ruim, e adivinha quem se identificou? Ahá! Exceto pela parte do “lendo como lia”, porque eu claramente não li nada ainda.
E no final teve filinha para ela autografar livros, e é claro que eu estava lá com o meu exemplar! Ela escreveu meu nome, assinou, tudo muito impessoal, com direito a “cordialmente”, e fiquei levemente magoada. Perfeitamente compreensível, eu sei, me acho uma pessoa madura, tá!, mas não posso nem negar que esperava que... vergonha de contar, então: censurado.

3 comentários:

Cih disse...

Olá!!Brigada pela dica de livro vou procurar e ah acupuntura é o máximo,eu sei pq eu vou ser acupunturista rsrs =D
Beijosss

marcela disse...

É que as vezes a gente gosta tanto de um autor mais tanto que acha que ele nutre o mesmo sentimento pela gente. Foi assim que me decepcionei com o Paulo Coelho ahuahuahuah. Adorei teu blog.
Beijos!

raquel disse...

o mundo de flora mora no meu coração. reina absoluto entre todos os livros daquela lista (e eu tenho que agradecer à UFC por isso, apesar da provável não aprovação que ela vai me dar em breve).
eu entendo quando você diz que se decepcionou. no seu lugar eu também esperaria outra coisa - e também censuraria.