Desde sempre eu admiro a amizade entre garotos, todos aqueles cumprimentos engraçados de bater a mão (que eu me esforço pra fazer por achar o máximo mas que nunca saem naturais), as gírias para se referir um ao outro sem dar importância a nomes, o eterno clima à vontade.
Nunca consegui entender o motivo, e agora, numa turma com apenas 3 garotas, estou é desaprendendo a fazer amizades femininas. Me sinto falsa e mascarada quando tento dar um oi legal. Ou então fica a eterna ansiedade e o eterno nervosismo, de pensar em coisas pra falar e dar risadinhas.
Quando foi anteontem, escovando os dentes na faculdade, tive o meu estalo: a diferença entre meninos e meninas, além da pélvis e da idade mental, é a ida ao banheiro. Aham.
Cada garota tem seu box, aonde faz sua higiene às escuras e depois vai lavar as mãos falando aos cotovelos.
Cada garoto, porém, tem seu mictório, que fica numa fileira de mictórios, e ele é obrigado a dividir um momento que poderia ter sido íntimo se ele não fosse obrigado a dividi-lo com uma fileira de mictórios. E enquanto ele tá lá, sempre rola uma conversinha sobre isso ou sobre aquilo, porque é óbvio que ele não vai ficar só encarando a parede, ô coisa triste.
– Ah, mas eu converso de dentro do box com os meus amigos, ué. Meninas podem fazer isso.
– Quê? Você faz xixi no sanitário? Cadê a felicidade masculina de fazer xixi em público e ao ar livre?
– Os mictórios sempre tão lotados.
– Isso aí, eu também sempre vou pro box.
Fazer xixi em pé e num muro deve ser bom, libertador e certamente incentivador da extroversão, então quem liga se meus amigos tentaram invalidar a minha teoria.
Nunca consegui entender o motivo, e agora, numa turma com apenas 3 garotas, estou é desaprendendo a fazer amizades femininas. Me sinto falsa e mascarada quando tento dar um oi legal. Ou então fica a eterna ansiedade e o eterno nervosismo, de pensar em coisas pra falar e dar risadinhas.
Quando foi anteontem, escovando os dentes na faculdade, tive o meu estalo: a diferença entre meninos e meninas, além da pélvis e da idade mental, é a ida ao banheiro. Aham.
Cada garota tem seu box, aonde faz sua higiene às escuras e depois vai lavar as mãos falando aos cotovelos.
Cada garoto, porém, tem seu mictório, que fica numa fileira de mictórios, e ele é obrigado a dividir um momento que poderia ter sido íntimo se ele não fosse obrigado a dividi-lo com uma fileira de mictórios. E enquanto ele tá lá, sempre rola uma conversinha sobre isso ou sobre aquilo, porque é óbvio que ele não vai ficar só encarando a parede, ô coisa triste.
– Ah, mas eu converso de dentro do box com os meus amigos, ué. Meninas podem fazer isso.
– Quê? Você faz xixi no sanitário? Cadê a felicidade masculina de fazer xixi em público e ao ar livre?
– Os mictórios sempre tão lotados.
– Isso aí, eu também sempre vou pro box.
Fazer xixi em pé e num muro deve ser bom, libertador e certamente incentivador da extroversão, então quem liga se meus amigos tentaram invalidar a minha teoria.








